Consumo da carne bovina em rio brano acre

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jayne_jesus15@hotmail.com

Resenha do livro a luta pelo direito
Ihering em seu livro a luta pelo direito afirma que "Lutar  pelo direito constitui a manutenção da ordem jurídica e a dignidade da pessoa humana". Essa luta não é apenas trabalho do Poder Público, mas da sociedade em geral. No direito a luta equivale ao trabalho há duas acepções atribuídas: a objetiva e a subjetiva.O direito subjetivo é o caráter axiológico, as normas abstratas, morais. Já o direito objetivo é o ordenamento jurídico enquanto normas objetivadas, positivadas. Em ambas acepções encontramos resistências que são transpostas, vencidas pela luta constante.
Todos os direitos da humanidade foram conquistados através da luta e todas as regras básicas de qualquer ordenamento jurídico, diz o autor, devem tersido, na sua origem, arrancadas àqueles que a elas se opunham e todo o direito, quer o de um povo, quer o de qualquer particular, faz presumir que se esteja decidido a mantê-lo com firmeza (ou será perdido). Após estar acostumado a ter o direito subjetivo violado o indivíduo já não mais se importa se o direito da coletividade não está sendo cumprido. O indivíduo perde o motivo para lutar, perde acoragem de defender seus direitos.
O Direito não é pura teoria, mas também não é a força bruta e por isso a Justiça sustenta numa das mãos a balança em que pesa o direito e na outra a espada de que se serve para defendê-lo. A espada sem a balança será a força bruta, a dissolução do ordenamento jurídico do Estado pelo regime arbitrário cuja palavra seja a própria norma jurídica; a balança sem aespada será a impotência do Direito, a falência das instituições jurídicas, posto que a norma abstratamente considerada, sem suporte no aparelhamento coercitivo do Estado, não poderá ser aplicada e assim também não constitui uma norma jurídica.
Por isso, Ihering conceituava a ordem jurídica perfeita como sendo aquela na qual a energia com que a justiça aplica a espada seja igual à habilidade comque maneja a balança. Cada particular é obrigado a defender seu direito e o direito é um trabalho incessante, não apenas do particular, mas de uma nação inteira. A realização da idéia do direito sobre a terra dependerá, assim, da contribuição de todos e todos têm a obrigação de esmagar em toda parte, onde ela se erga, a cabeça da hidra que se chama arbítrio e ilegalidade. Não podemos apenasfruir os benefícios do direito: somos também obrigados a contribuir para sustentar o poder e a autoridade da lei. Em resumo, cada qual é um lutador nato, pelo direito, no interesse da sociedade.
Nossa história mostra-nos as diversas ocasiões em que foram travadas lutas intensas: abolição da escravatura, a livre aquisição da propriedade estatal, a liberdade de profissão e de expressão (consciência),onde antigamente sem esta luta os direitos eram pisoteados. Na Idade Média as lutas eram travadas a "fio de espada", no sentido estrito do termo, não apenas pelo valor da coisa, defendiam, concomitantemente sua própria pessoa, seu direito, sua honra, sua existência e independência. Um povo que tem seu direito se dedica e ele e o defende de acordo com a intensidade do esforço e da luta  para  oobterem. A labuta sempre resulta do interesse do titular do direito na sua defesa que se contrapõe ao interesse de outrem pelo seu desrespeito. Lutar pelo direito, então, está diretamente ligado a lutar por si mesmo.
A relação do direito e a pessoa conferem a qualquer direito, seja qual for sua natureza, um valor incomensurável que, em contraposição ao valor puramente material que encerra sob oponto de vista do interesse designado como valor ideal.
A luta pelo direito é a poesia do caráter e equivale à herança e a luta ao trabalho. Se não defendemos o nosso direito não o abandonamos apenas, mas renegamo-lo em sua totalidade. A consciência do direito, a convicção jurídica, são abstrações científicas que o povo não conhece. A força do direito, como supra citado, é o sentimento e...
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