Construção histórico-filosófica do conceito de infância e sua educação

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  • Publicado : 2 de abril de 2011
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Resumo
O presente trabalho objetiva discutir e analisar a influência da educação escolar na formação e construção da identidade sociocultural da criança, de forma que possibilite a reflexão sobre as varias dimensões da educação infantil, as ações, a práticas e os discursos instituídos pelos profissionais que atuam nessa educação especifica. Propõe em um primeiro momento, uma discussão sobre opressuposto histórico-filosófico da infância e os seus diversos rostos e suas respectivas formas educação.
Essa discussão nos remete à necessidade de pesquisas na área que possam aprofundar e elucidar as questões da infância e as suas transformações, principalmente no que diz respeito às concepções da condição da criança enquanto ser social, sujeito ativo, uma criança concreta que ocupa um lugar nahistória através de relações sociais que se estruturam a cada dia. Dessa forma, pensar a criança na história significa considerá-la como sujeito histórico, e isso requer compreender o que se entende por sujeito histórico.
Para tanto, é importante perceber que as crianças concretas, na sua materialidade, no seu nascer, no seu viver ou morrer, expressam a inevitabilidade da história e nela sefazem presentes, nos seus mais diferentes momentos.

Palavras-chaves: Educação, infância, História

INTRODUÇÃO

CAPITULO I – INFÂNCIA E EDUCAÇÃO INFANTIL: ASPECTOS HISTÓRICO, FILOSÓFICO.
1.1 INTRODUÇÃO.
1.2 A INFÂNCIA: UMA COMPREENSÃO HISTÓRICO-FILOSÓFICA.
1.3 HISTÓRIA DA INFANCIA: REFLEXÕES ACERCA DE ALGUMAS CONCEPÇÕES CORRENTES.
1.4 A representação imagética da criança nos vários processoshistóricos sociais e sua identidade ameaçada pela cultura globalizada

CAPITULO I – INFÂNCIA E EDUCAÇÃO INFANTIL: ASPECTOS HISTÓRICO, FILOSÓFICO.

Felicidade é a gente poder olhar para trás e encontrar esse vago mundo em “sol menor” que se chama infância.
Adivinhação da vida. Bem sei que com muita gente, acontece essa coisa estranha: torna-se adulto sem ter sido criança. Ou, o que épior: ter sido criança sem ter tido infância.
A infância para mim não é apenas e simplesmente uma idade, mas justamente aquele mundo de pequeninas coisas que tornam inconfundível na lembrança um tempo de alegria, um tempo em que conhecemos a felicidade sem ao menos nos apercebemos dela.
JG de Araujo Jorge

1.1 INTRODUÇÃO

Foi abordado nesse capitulo a compreensão de infância segundo asperspectivas histórica-filosófica. Começam por fazer algumas indagações, quais sejam: O que é infância? O que é ser criança? Que compreensão tem de infância? Infância e criança significam as mesmas coisas? Como os filósofos clássicos e medievais compreendiam a infância? Que compreensão se tem da infância hoje?Mudou alguma coisa, ou tudo permanece como antigamente?
Não se tem todas as respostas para essesquestionamentos, mais pode discutir um pouco a compreensão de infância em algum momento da filosofia e da historia.
Pode se refletir sobre algumas idéias dohistoriador Philippe Ariès, que, através de pesquisa realizada utilizando como fonte historiográfica a iconografia religiosa e leiga da Idade Média, aponta que a construção do sentimento de amor pelas crianças foi, durante muitos séculos,despercebido, sufocado, chegando mesmo a não existir. Sua tese indica o surgimento da noção de infância apenas no século XVII, junto com as transformações que começam a se processar na transição para a sociedade
moderna. Na história da construção do sentimento de infância, retratada pelo autor, percebe-se que a trajetória da criança é marcada pela discriminação, marginalização e exploração. Taispremissas podem ter seu contraponto através de autores como Moysés Kuhlmann Jr., Jacques Gélis, Daniele Alexandre- Bidón e Pierre Richè, que apontam os limites dessa tese e encaminham uma discussão que revela a existência social da criança, dentro de espaços sociais como a família e a escola, antes mesmo do século XVII. Discuto, partindo das reflexões dos autores revisados, a construção de uma...
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