Conjecturas sobre a questão urbana no brasil - livro: o espaço do cidadão

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

CURSO REALIDADE BRASILEIRA

Síntese Individual - Oitavo Módulo – 22 e 23/11/2008

Pensador: Milton Santos, Francisco de Oliveira, Odette Seabra (Estudamos o 1°)

Assessor: Willian Rosa

Formação Tema: A Questão Urbana no Brasil

Livros: O Espaço do Cidadão, Por Uma Outra Globalização e texto UmOutro
Mundo é Possível

Participante: Rosa Irene D’ Assunção
MNC “Atitude Que Inclui”

REALIDADE BRASILEIRA

Síntese Individual - Oitavo Módulo – 22 e 23/11/2008

Pensador: Milton Santos

Assessores:Willian Rosa

Formação Tema: A Questão Urbana no Brasil - Livro: O Espaço do Cidadão

• Idéia Central e ConhecimentoAprendido

Milton Santos diz ser um intelectual outsider, daqueles raros hoje em dia, não é comprometido com nenhum partido político, movimento ou religião. Cursou Direito nos anos 50. Época em que nos estudos de Direito veiculava o mesmo conceito herdado de Portugal, que seguia a idéia de direito propagada por Roma: tradição capitalista, domínio da natureza, o sistema de proteção à propriedade.Em contrapartida, segundo Willian, nessa época o conhecimento não era tão retalhado como é hoje, muitos pensadores eram literatos. Para se ter uma idéia, neste período, na UNA, cultura e Arte faziam parte de um projeto em termos de Brasil. Milton Santos em seus estudos sofre influência francesa como era de costume na época. Esses estudos eram voltados para área das humanidades (Ciências Sociais –Geografia, História e outras) e não se separava Ciência da Arte, o autor pensava numa integridade universalista (Pensamento Universal). Nosso assessor afirma que há uma dimensão étnica racial em seu trabalho, embora ele não fale. Para o autor, falar em etnia, povo, raça é diferente de falar em população pois como temos população de humanos, temos também população de ratos e samambaias, por exemplo.A cidade já o incomodava, pois o urbano não é só a cidade. O sentido de cidade e de urbano é diferente. Cidade, para ele, é uma expressão da organização da ordem social e dos movimentos. Neste contexto, Milton Santos já criticava a universidade nos anos 50 e já evidencia a transição que estava ocorrendo na universidade, continuidade da existência de princípios humanistas mas com conhecimentosmistos sob influência anglo-saxônica - Estados Unidos e Inglaterra - neocolonização. Tal influência difere da universalidade francesa devido ao fato de a universidade se tornar cada vez mais pragmática, o que José de Souza chama de “alianças do atraso”.
Após o retorno do exílio, nos anos 70, Milton Santos fala que a Geografia no Brasil era mais IBGE (senso/estatística) do que Geografia comreferência histórica dialética (Marx). A partir da era Vargas, o Brasil entra na disputa do mercado internacional e a Ciência trata gente como objeto, fruto do processo de descolonização. Milton Santos diz que quando ele observa “as Áfricas” a partir da Tanzânia, vê as semelhanças e diferenças com que acontece com o nosso país. Em seu livro Transnalização do Brasil – o neocolonialismo, ele diz que umacoisa é o capital aparecer e se tornar nação na Europa Ocidental, Estados Unidos, Oriente Médio (nesses países terá um significado); outra coisa é ele aparecer na América Latina, África e boa parte da Ásia que constituem espaço sem nação (nesses locais não há coincidência de nação e território). A nação não é isso (capitalismo) que destroi o planeta. A Geografia brasileira não consegue demonstrar,por exemplo, como o capital se move e em quais princípios. O capital é desenvolvido conforme as normas do capitalismo. Neste contexto, a Geografia serve ao capital. O espaço não é contíguo para que o conhecimento sobre a mobilidade do capital não seja visível. A Geografia lida com horizontalidades (superfície do planeta) e não com as verticalidades (profundidade). Segundo o autor, mesmo um...
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