Conhecendo comotrabalhar com deficientes auditivos.

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  • Publicado : 28 de março de 2013
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Conhecendo comoTrabalhar com Deficientes Auditivos.

Antes a historia nos conte que o surdo era tratado como deficiente e assim excluído da sociedade, por sua incapacidade de ouvir e de se expressar não era considerado ser humano.
Com a insistência de instituições educacionais no uso da oralidade a resistência ao uso da língua de sinais,da-se o fracasso da aprendizagem para os alunossurdos,a escrita sem a linguagem de sinais era totalmente estranha para eles.
Skliar defendia que a língua de sinais seja para todos os surdos e que isso se torne projeto dentro das instituições educacionais,criando assim a inclusão dos surdos na sociedade.
(Skliar, 1988): uma experiência visual, uma identidade múltipla e multifacetada, que se constitui em uma diferença politicamente reconhecida elocalizada, na maioria das vezes, dentro do discurso sobre a deficiência.(2000, p.11).

Incluir o surdo na escola regular pressupõe, também, construir o processo de aprendizagem desse aluno. Estatísticas demonstram a significativa quantidade de alunos surdos apresentam problemas de aprendizagem. As principais dificuldades elencadas são: não-entendimento do que o professor fala; não-entendimento,pelo professor, do que esses alunos falam;desconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) pelo professor; necessidade de qualificação docente; ausência de material didático adequado às suas necessidades; dificuldade em prestar atenção.

Os Estudos Surdos permitem entender o papel do professor surdo que tinha que ser voltado para a perfeição; então esta é a visão de que ser um sujeitoouvinte, falante, então não havia muitos professores surdos, porque eram vistos como sujeitos ‘doentes’ e ‘anormais’ e seres ‘imperfeitos’. Nisto, novamente entendo esta flexibilidade dos Estudos Surdos nas posições teóricas dos Estudos Culturais. Eles se parecem como parceiros a se sustentar teoricamente na mesma fonte.

Perlin, uma das pioneiras em Estudos Surdos em Educação no Brasil, em suasinvestigações, tem comentado no seu artigo: Identidades Surdas (1998) de que a identidade surda está em construção, em movimento, em constante transformação e que as identidades surdas se apresentam multifacetadas. Explica que, para representar a identidade surda, há necessidade de afastar-se da visão clínica para uma visão de alteridade cultural.
A cultura não pode ser aprisionada, reduzida,amordaçada. Na visão limitada, o conceito da cultura identifica os objetos da transformação da natureza pelo trabalho humano.
A cultura envolve, aprender uns com os outros, relacionar com as pessoas do mesmo grupo. Há também a cultura a partir da visão do sujeito que identifica sua maneira de estar no grupo, sua forma de ver, de transformar o mundo.

A cultura surda é parte das comunidades surdas:as associações de surdos, lutas de surdos e outros lugares são valores dos povos surdos. Importante é que o mundo reconheça o valor cultural dos surdos que percebo que é imensamente rico e com uma complexidade bastante saliente.

Sabemos também que existe uma grande diversidade entre os sujeitos surdos, ou seja, cada um possui um grau de capacidade de utilização da audição residual e diferentesníveis de desenvolvimento da linguagem oral, o que torna difícil determinar uma única proposta educacional.
Historicamente a educação deste grupo de pessoas ficou delegada a instituições especiais para esse fim, exatamente por se considerar que esses indivíduos necessitam de condições especiais para serem educados e aprender.
Entretanto, hoje não é essa a idéia que tem sido disseminada, aocontrário, se compreende e trabalha em cima da idéia de que a escola regular corresponde também a uma das possibilidades de educação dessas pessoas, e precisa ter por objetivo o bem estar e a formação total dos mesmos, viabilizando o desenvolvimento de suas potencialidades.
Dessa forma a existência de escolas para surdos não significa o descompromisso das instituições de ensino regular do seu papel...
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