Conflitos mundiais

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Conflitos atuais
As questões étnicas e religiosas adquirem importância significativa em grande parte dos conflitos pós-Guerra Fria. Eles são de quatro tipos diferentes . O primeiro envolve dois ou mais Estados, como a guerra entre Armênia e Azerbaidjão pela posse de Nagorno-Karabakh. Os conflitos separatistas podem resultar de uma ocupação estrangeira, por exemplo, a luta pela autonomia no SaaraOcidental, anexado pelo Marrocos . Também ocorrem dentro de Estados constituídos quando uma minoria, como os bascos na Espanha, ambiciona separar seu território do país ao qual pertence. Por último existem as guerras civis ou os movimentos guerrilheiros objetivando a mudança de regime. É o caso da Argélia, onde os fundamentalistas islâmicos reivindicam a implantação de um Estado teocrático.ÁFRICA
A descolonização da África, entre 1950 e 1970, dá origem a sistemas políticos frágeis, que, em muitos países, acabam degenerando em ditaduras ou em sangrentas guerras civis envolvendo clãs e etnias rivais. A instabilidade do continente é uma herança do caótico processo de colonização. Muitos dos conflitos africanos se arrastam há anos sem perspectiva de se obter a paz, como as guerras civisque devastam a Nigéria, o Sudão e a Somália . As principais tensões na África contemporânea ocorrem nos Grandes Lagos e na porção norte do continente.
Grandes Lagos – O antagonismo entre as etnias hutu e tutsi - forçadas a conviver dentro das mesmas fronteiras nacionais traçadas pelos colonizadores - é a causa dos conflitos que eclodem em Ruanda e Burundi desde a independência. Um novo períodode violência começa em abril 1994, quando um míssil derruba o avião em que viajavam os presidentes dos dois países, ambos hutus. O saldo total de mortes no genocídio - ora de tutsis , ora de hutus - é de mais de 1 milhão de pessoas nos últimos três anos. Atualmente, os tutsis governam tanto Ruanda (desde 1994) quanto Burundi (desde 1996), apesar de ser a etnia minoritária nos dois países (10%,enquanto os hutus são 90% da população). A guerra civil também provoca o êxodo de 2,3 milhões de ruandeses e 389 mil burundineses para outros países, segundo dados do Alto-Comissariado para Refugiados (UNHCR), da ONU, divulgados em 1995.
A emigração em massa de hutus ruandeses para o leste do vizinho Congo (ex-Zaire) é a origem da insurreição que ocorre nesse país entre 1996 e 1997. A minoria tutsi- os baniamulengues -, que vive há séculos nessa região, se sente ameaçada pela presença desses refugiados porque muitos deles são milicianos, responsáveis pelo massacre de tutsis em Ruanda. São os baniamulengues que, liderados por Laurent Kabila, integram as forças que depõem o presidente Mobutu Sese Seko, em maio, com o auxílio do regime tutsi de Ruanda e do governo de Uganda. Assim que assume opoder, Kabila dá um ultimato para que os hutus retornem a Ruanda dando início a uma operação de repatriação. A ONU denuncia as péssimas condições de transporte dos refugiados e também acusa o Exército de Kabila de executar hutus.
Norte da África – A região - ocupada pelos árabes desde o século VII - vem sendo convulsionada pelo crescimento do fundamentalismo islâmico, especialmente na Argélia .Em 1992, o governo argelino anula as eleições vencidas pela Frente Islâmica de Salvação (FIS), desencadeando uma guerra civil entre os fundamentalistas, partidários da instauração de um Estado islâmico, e as forças do presidente Liamine Zéroual. O conflito, que já matou cerca de 60 mil pessoas, se intensifica em 1997: os fundamentalistas são acusados de praticar uma série de massacres contra apopulação civil, fazendo centenas de vítimas fatais, muitas delas degoladas e mutiladas. Também há suspeitas de que forças do governo estejam envolvidas no massacre. No Egito, os fundamentalistas atuam contra o governo pró-Ocidente de Hosni Mubarak, atacando turistas e monumentos históricos. Em 1995, o próprio Mubarak é vítima de um atentado fracassado. O norte da África é palco de outro...
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