Conflitos etino-politicos

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  • Publicado : 4 de outubro de 2012
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Ao dispomo-nos a pensar as diversas transformações, sociais, políticas e econômicas, ocorridas há pouco tempo, somos compelidos a observar conclusões terrificantes. Principalmente, devido ao fato de imaginarmos que, com a queda do Muro de Berlim, símbolo da dicotomia, e o fim da bipolaridade, haveria um período de reconhecimento dos preceitos democráticos e, por isso, o preâmbulo de uma era depaz no mundo. Porém, isso não ocorreu de fato. Uma das principais características do final do século passado é a abundancia de conflitos internos aos Estados. O fim da Guerra Fria significou o início de conflitos isolados, motivados por rivalidades étnico-religiosas que haviam sido congeladas por regimes totalitários tanto na União Soviética quanto na Iugoslávia. Conflitos herdados da Guerra Fria,como a guerra civil em Angola, e a desigual distribuição das riquezas também resistem às portas do século XXI. A nova ordem mundial transformou-se numa grande incógnita quanto ao futuro de estabilidade e paz mundial. Conflitos pontuais envolvem povos em luta pela afirmação de sua identidade que pode ser definido por diversos aspectos, dentre eles étnicos, culturais, linguísticos, religiosos e/oupolíticos.
Entre conflitos étnicos, um exemplo muito forte e, no passado, extremamente presentes, na mídia de forma geral, são as muitas conflagrações no continente Africano, que se iniciaram quando os africanos mantiveram as fronteiras delimitadas pelos antigos colonizadores Europeus. Limites esses que, quando traçados pelos colonizadores, não levavam em consideração a diversidade étnica docontinente. Em razão disso, diversas etnias africanas hoje estão separadas em estados diferentes, e muitos estados abrigam etnias rivais. Com isso, guerras como de Biafra, Serra leva, Ruanda e Libério foram realizadas.
Já a Europa é o maior dos palcos de discórdias. Diferenças étnicas, linguísticas e religiosas geraram alguns dos principais focos de tensão, como na antiga Iugoslávia, no Reino Unido, naBélgica, na Espanha, na França. Esses conflitos envolveram povos que buscavam, e buscam, a autonomia em territórios que ocupam há séculos. O caso da Iugoslávia é considerado o melhor exemplo do poder que os conflitos étnicos têm para fragmentar Estados. O país tinha uma das maiores diversidades étnicas da Europa, com sérvios, croatas, eslovenos, montenegrinos, albaneses e macedônicos (dentreoutros pequenos grupos). A região adotou o federalismo como forma de contornar as divergências étnicas e os nacionalismos. Durante o governo socialista de Tito (1945-1980) o centralismo manteve a união. Após a sua morte foi instituída uma federação, com um colegiado de presidência rotativa. O fracasso desse governo reacendeu as antigas divergências tribais, muitas delas incentivadas pelas grandespotências imperiais que ocuparam a região no passado (Império Austro-Húngaro, Império Russo e Império Otomano), levando à secessão e à guerras.
Porém dentre os atuais conflitos, aqueles ocorrente no Oriente Médio são os que mais chamam atenção. Do já antigo conflito entre israelenses e palestinos o primavera árabe, o lado oriental do globo é hoje, uma área de conflitos constantes e intermináveis.
Em17 de dezembro de 2010, quando um jovem tunisiano, desempregado, ateou fogo ao próprio corpo como manifestação contra as condições de vida no país, Mohamed Buazizi não sabia, mas o ato desesperado, que terminou com a própria morte, seria o pontapé inicial do que viria a ser chamado mais tarde de Primavera Árabe. Protestos se espalharam pela Tunísia. O presidente Ben Ali, que estava no poder desdenovembro de 1987, se viu obrigado a fugir.
Inspirados no "sucesso" dos protestos na Tunísia, os egípcios foram às ruas. A saída do presidente Hosni Mubarak, que estava no poder havia 30 anos, demoraria um pouco mais. Enfraquecido, ele renunciou dezoito dias depois do início das manifestações populares, concentradas na Praça Tahrir (ou Praça da Libertação, em árabe), no Cairo, a capital do...
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