Confissao comunitaria da penitencia

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PAROQUIA SAO LUIS GONZAGA.
Rua jacutinga, 709. Minas Brasil. Belo Horizonte. MG, Brasil.
Belo Horizonte, 26 de março de 2013. Horáro. 19h.

CONFISSAO COMUNITARIA DA PENITENCIA.

Meus irmãos e minhas irmãs,
Boa Noite,
Estamos na semana Santa, vai se intensificando a preparação para o Tríduo sacro que nos faz celebrar a santa Páscoa. Desde a segunda-feira passada, as leituras do Evangelhode João apresentam-nos Cristo em tensão com os judeus, tensão que culminará com sua morte.
Hoje, a liturgia permite que cubramos as imagens de roxo ou branco, exprimindo o jejum dos nossos olhos: a necessidade de purificar o olhar de nosso coração, para irmos direto ao essencial: “a caridade, que levou o Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo” (oração da coleta). A partir de amanhã,segunda-feira, este clima de preparação para o mistério pascal intensifica-se ainda mais com o Prefácio da Paixão, rezado em cada missa.
Por tudo isso, o profeta Isaías, em nome do Senhor, nos convida a olhar para frente, para o mistério que é maior que qualquer outra ação de Deus: o mistério do Filho em sua paixão, morte e ressurreição: “Não relembreis coisas passadas, não olheis para fatosantigos.
Eis que eu farei coisas novas, e que já estão surgindo: acaso não as reconheceis”. Mais que a criação, mais que a travessia do mar Vermelho, mais que a água jorrada da rocha... o Senhor fará algo definitivo! Ele abrirá uma estrada no deserto, fará correr rios em terra seca!
Pensemos estas imagens à luz da Páscoa: o Senhor Jesus nos abrirá no deserto da morte – e das mortes da vida – umaestrada de vida, um caminho para o Pai: “Vós me ensinareis o caminho da vida!” O Senhor Jesus fará brotar de seu lado aberto o rio da graça, o rio dos sacramentos, do batismo (água) e da Eucaristia (sangue) que regam e fertilizam a nossa pobre existência! “Eis que eu farei coisas novas!”
Nunca esqueçamos que a Páscoa do Senhor – Passagem deste mundo para o Pai, atravessando o tenebroso vale damorte – é também a nossa Páscoa: Passagem pela vida neste mundo, que terminará com Cristo na plenitude do Pai; mas também, já agora, Passagem sempre renovada do pecado para a graça, dos vícios para a virtude, de uma vida centrada em nós mesmos, para uma vida centrada com Cristo em Deus.
É este, precisamente, o sentido do Evangelho deste Domingo: a mulher pecadora, renovada pelo perdão do único quepoderia condená-la, porque o único Inocente: “Eu não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”.
Diante do Cristo, o Inocente que por nós será entregue e por nós livremente entregar-se-á, como não nos reconhecermos culpados? Como não termos vergonha de julgar e condenar os demais? Como não nos sentirmos amados, acolhidos e perdoados por Aquele que nos lavou com o seu sangue, nosaliviou com suas dores e nos revivificou com a sua Ressurreição? Afinal, quem é essa mulher adúltera?
Não é Israel, que se prostituiu? Não é a Igreja, quando nos seus filhos pecadores, trai o Evangelho? Não somos nós, cada um de nós, com nossas infidelidades, covardias e incoerências? Todos pecadores, todos necessitados do perdão, todos perdoados e acolhidos por Aquele que não tem pecado!Pensemos no Senhor Jesus, naquela sua caridade, naquele seu amor, que o levou a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo! Pensemos com o comovente pensamento de São Paulo. É um testemunho comovente de um amor apaixonado: “Considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor”.
Conhecer a Cristo significa unir-se a ele, participar de suaexperiência, de seu caminho, de seu destino... “Por ele eu perdi tudo. Considero tudo como lixo, para ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele... experimentar a força da sua ressurreição, ficar em comunhão com os seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na sua morte, para ver se alcanço a ressurreição dentre os mortos.” São palavras estupendas!

Perder tudo por Cristo, perder-se em Cristo, tudo...
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