Conferencia de berlin

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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011


A Conferência de Berlim de 1884 – 1885 e a Lunda

A Conferência Internacional Africana (Berlim), o colónialismo Europeo e as fronteiras convencionais em África.

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Colónia. É do conhecimento geral que a colónia é um conjunto de indivíduosestrangeiros que se estabelecem á força num território alheio, onde só limitam aroubar a riqueza e não investemnada, impondo a força a sua forma de convivência, cultura e língua ou seja a imposição daquilo que não agrada o dono do território, assume a administração, cria Leis a seu belo prazer, porque consideram o território como sua propriedade. Colonizar, é uma ocupação violenta ou usurpação do direito alheio, onde o ocupante implanta a sua vontade política.Foi por causa da imposição desta vontade dosEuropeos que deu origem a famosa conferência de Berlim, que hoje os Africanos consideram como marco da origem dos povos em Africa.

A Conferência de Berlim, de 15 de Novembro de 1884 á 26 de Fevereiro de 1885, substituição pelas grandes potências do conceito de “Esfera de Influencia” pela doutrina Alemã de “Hinterland” estabelecia que toda a potência Europeia estabelecida sobre a costa possui direitosespeciais sobre as populações do interior e pode recuar indefinidamente até as fronteiras das suas possessões até que encontre uma zona de influência vizinha ou um Estado organizado (outra colónia europeia).

Teve como objectivo organizar, na forma de regras, a ocupação de África pelas potências coloniais Europeias e resultou numa divisão que não respeitou, nem a história, nem as relações étnicas emesmo familiares dos povos do Continente.

Na conferência, que foi proposta por Portugal e organizada pelo Chanceler Otto A von Bismarck da Alemanha — país anfitrião, que não possuía mais colónias na África, mas tinha esse desejo e viu o seu desejo satisfeito, passando a administrar o “Sudoeste Africano” (actual Namíbia) e o Tanganica — Participaram ainda a esta conferência a Grã-Bretanha,França, Espanha, Itália, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Estados Unidos da América, Suécia, Áustria-Hungria e o Império Otomano.

Os Estados Unidos possuíram colónia na África; a Libéria, só que muito tarde, mas eram uma potência em ascensão e tinham passado recentemente por uma guerra civil (1861-1865) relacionada com a abolição da escravatura naquele país; a Grã-Bretanha tinha abolido a escravatura no seuimpério em 1834. A Turquia também não possuía colónias em África, mas era o centro do Império Otomano, com interesses no norte de África. Os restantes países europeus que não foram “contemplados” na partilha de África, também eram potências comerciais ou industriais, com interesses indirectos no continenteAfricano.

Num momento desta conferência, Portugal apresentou um projecto, o famoso Mapacor-de-rosa, que consistia em ligar a Angola e Moçambique para haver uma comunicação entre as duas colónias, facilitando o comércio e o transporte de mercadorias. Mas este documento, apesar de todos concordarem com o projecto, Inglaterra, supostamente um antigo aliadodos portugueses, surpreendeu com a negação face ao projecto e fez umultimato, conhecido como Ultimato britânico de 1890, ameaçandoguerra sePortugal não acabasse com o projecto. Portugal, com medo de uma crise, nãocriou guerra com Inglaterra e todo o projecto foi-se abaixo.

Como resultado desta conferência, a Grã-Bretanhapassou a administrar toda a África Austral, com excepção das colóniasportuguesas de Angola e Moçambique e o Sudoeste Africano, toda a ÁfricaOriental, com excepção do Tanganica e partilhou a costa ocidental e onortecom a França, a Espanha e Portugal (Guiné-Bissau e Cabo Verde); o Congo –que estava no centro da disputa, o próprio nome da Conferência em alemão é“Conferência do Congo” – continuou como “propriedade” da CompanhiaInternacional do Congo, cujo principal accionista era o rei Leopoldo II daBélgica; este país passou ainda a administrar os pequenos reinos dasmontanhas a leste, o Ruanda e o...
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