Condutas em paciente com tce med veterinária

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Rev Bras Clin Med. São Paulo, 2011 jan-fev;9(1):74-82

ARTIGO DE REVISÃO

Condutas no paciente com trauma crânioencefálico*
Managements in patients with traumatic brain injury
João Kleber de Almeida Gentile1, Hebert Santos Himuro1, Salomón Soriano Ordinola Rojas2, Viviane Cordeiro Veiga3, Luis Enrique Campodonico Amaya4, Júlio César de Carvalho4
*Recebido da Universidade Cidade de SãoPaulo (UNICID) e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo (Unidade São Joaquim). Unidade de Terapia Intensiva Neurológica e Neurocirúrgica. São Paulo, SP .

RESUMO JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Definir e atualizar protocolos de atendimento a vítimas de trauma cranioencefálico (TCE) na emergência médica, visando o diagnóstico e tratamento precoce. Há aumento do interesse em se definir protocolos econdutas de atendimento para vítimas de TCE, visando não somente o controle e estabilização da pressão intracraniana (PIC) e da pressão de perfusão cerebral (PPC), mas também de todos os outros parâmetros de suporte hemodinâmico adequado ao paciente com TCE, visando a redução de complicações pós-trauma e na taxa de mortalidade. CONTEÚDO: O TCE tem grande impacto na saúde da população em geral,tendo notória importância tanto na morbidade quanto na mortalidade no trauma, representando aproximadamente 15% a 20% das mortes em pessoas com idade entre 5 e 35 anos e é responsável por 1% de todas as mortes em adultos. Nos Estados Unidos são admitidos por ano, mais de 250 mil pacientes com traumatismo craniano, e a cada ano ocorre óbito de aproximadamente 60 mil pacientes decorrente deste tipo detrauma. Aproximadamente 60% dos pacientes que sobrevivem a traumas

1. Graduando (6º Ano) do Curso de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID). São Paulo, SP, Brasil 2. Doutor em Cirurgia pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FMSJRP). Mestre em Cirurgia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Especialista em Terapia Intensiva pela Associação de MedicinaIntensiva Brasileira (AMIB). Especialista em Cirurgia Cardiovascular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV). Coordenador da Unidade de Terapia Intensiva Neurológica e Neurocirúrgica do Hospital Beneficência Portuguesa. São Paulo, SP, Brasil 3. Mestre em Ciências pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia(SBC). Especialista em Terapia Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Médica Assistente da Unidade de Terapia Intensiva Neurológica e Neurocirúrgica do Hospital Beneficência Portuguesa. São Paulo, SP, Brasil 4. Médico Assistente da Unidade de Terapia Intensiva Neurológica e Neurocirúrgica do Hospital Beneficência Portuguesa. São Paulo, SP, Brasil Apresentado em 02 dejulho de 2010 Aceito para publicação em 13 de outubro de 2010 Endereço para correspondência: João Kleber de Almeida Gentile Av. Cipriano Rodrigues, 416/124 Bloco 4 – Vila Formosa 03361-010 São Paulo, SP. E-mail: joaokleberg@gmail.com © Sociedade Brasileira de Clínica Médica

cranianos têm sequelas significativas como déficit motor e cognitivo, trazendo grande impacto socioeconômico e emocional aospacientes e seus familiares. As opções terapêuticas disponíveis na maioria das vezes como a hipotermia, manutenção da glicemia, hiperventilação, quando empregadas de forma correta melhoram o prognóstico dos pacientes com TCE. Considerando os altos gastos em saúde e para a sociedade com sua alta mortalidade, é preciso cada vez mais investigar novas formas de tratamento e elaborar protocolos erevisões sobre TCE, visando condutas diretas e concisas no trauma cranioencefálico. CONCLUSÃO: O TCE é uma situação comum no cotidiano médico, sendo responsável por altas taxas de mortalidade e morbidade em todo o mundo. Apresenta-se de formas variadas, que devem ser reconhecidas precocemente pelo médico ainda no atendimento primário com o exame clínico e neurológico, assim como deve ser precoce o...
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