Condicionamento operante

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FUNDAMENTOS DA PSICOLOGIA EXPERIMENTAL

PASSO 5 - Funções do Estímulo II

Objetivos: 1) Diferenciar comportamento respondente e operante; 2) Definir e dar exemplos de contingências operantes; 3) Identificar as funções reforçadora e discriminativa dos estímulos; 4) Identificar os termos da contingências em exemplos dados.
O CONDICIONAMENTO OPERANTE
Estudamos no Passo 4 que oscomportamentos respondentes são reações “automáticas” que os organismos apresentam quando são colocados em contato com estímulos antecedentes que exercem a função eliciadora. Há, porém, uma infinidade de outros comportamentos que podemos testemunhar todos dias no nosso cotidiano e que não se enquadram nesse modelo explicativo.
Quando você chega na sala de aula, é bem possível que um dos estímulos que logo seapresentem a você seja a fala do(a) professor(a) lhe dizendo “bom dia/tarde”. Na presença desse estímulo, existe uma probabilidade de você responder dizendo “bom dia” (ou outra coisa) mas essa probabilidade não envolve a eliciação da resposta. Isso quer dizer que o fato do (a) professor(a) ter dito “bom dia” não elicia em você a resposta de dizer “bom dia”. É muito mais razoável pensar que aocorrência ou não da resposta de dizer “bom dia”, neste caso, esteja relacionada às conseqüências dessa resposta. Assim, a probabilidade de você responder ou não dizendo “bom dia” será maior ou menor dependendo das conseqüências que esse tipo de comportamento tem tido para você nesse tipo de situação.
Assim, suponhamos que, em outras situações semelhantes ocorridas com você desde a infância, quandovocê respondeu adequadamente ao cumprimento das pessoas, seus pais lhe elogiaram, sua relação com essas pessoas melhorou, você passou a ser conhecido como uma pessoa educada etc (todas essas são conseqüências do comportamento de cumprimentar outrem). Além disso, quando você não respondeu adequadamente ao cumprimento das pessoas, seus pais lhe repreenderam, o grupo social se tornou menos receptivo avocê etc. Neste caso, a probabilidade de você responder dizendo “bom dia” quando o professor lhe diz o mesmo é muito grande. Observe que a análise que estamos fazendo do comportamento de cumprimentar o professor está levando em conta os eventos conseqüentes a este comportamento.
Bom, mas este foi só um exemplo particular dessa nova categoria de comportamentos que você vai conhecer a partir deagora: os comportamentos que, ao invés de serem eliciados por estímulos (condicionados ou incondicionados) antecedentes, são controlados por suas conseqüências. A estes comportamentos que são mantidos por seus conseqüentes chamamos de COMPORTAMENTOS OPERANTES.
São exemplos de comportamentos operantes: ler este passo, jogar uma pedra, escrever uma palavra, abrir uma porta, pensar, pressionar uma barra.Em 1898 Thorndike – a partir de seus experimentos com gatos – propôs a Lei do Efeito como um enunciado que tentava esclarecer aquele tipo de comportamento que hoje chamamos de operante. Thorndike colocava um gato numa caixa (que ele chamava de caixa-problema), a qual continha uma espécie de trinco que, uma vez destravado, permitia a abertura da porta e a saída da caixa. Thorndike observou que,nas primeiras vezes em que o gato era colocado na caixa-problema, ele se debatia intensivamente e, num determinado momento, num de seus movimentos, conseguia destravar o trinco e sair da caixa. À medida que mais e mais vezes o gato era colocado na caixa, menos movimentos desordenados ele apresentava e mais rapidamente ele conseguia destravar o trinco. Thorndike, então, propôs a Lei do Efeito paraexplicar aqueles comportamentos que produziam efeitos “positivos” ao sujeito e que, por isso, eram repetidos mais e mais vezes.
Na década de 30, Burrhus Frederic Skinner (1902-1990), psicólogo americano, ao pesquisar os reflexos usando ratos como animais de laboratório verificou duas coisas: (1) nem toda ação dos animais podia com facilidade ser atribuída a eventos antecedentes da forma...
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