Condiçoes institucionais da china

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  • Publicado: 19 de abril de 2011
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As úlceras venosas representam entre 68 a 72% do total das ulceras encontradas nos membros inferiores e constituem um grande problema para seus portadores e para os serviços de saúde. São conseqüência da perda tecidual resultante das alterações do tecido cutâneo e subcutâneo decorrentes da hipertensão venosa. Recebem também a denominação de úlcera de estase venosa.
A úlcera deestase venosa é a manifestação mais avançada do sofrimento tecidual. Todos os sinais anteriores da hipertensão venosa, tais como varizes, edema, lipodermatoesclerose, pigmentação, eczema, costumam estar presentes na topografia e no entorno da área ulcerada.
O que pode causar as úlceras venosas dos membros inferiores?
Embora muitos aspectos fisiopatológicos envolvidos na formação da úlcera venosapermaneçam no terreno do contencioso, alguns aspectos, como veremos a seguir,  já estão exaustivamente comprovados.
Nos membros inferiores o sistema venoso pode ser subdividido em superficial e profundo de acordo com sua posição em relação à fáscia. O sistema venoso profundo, situado no interior das fáscias e numa íntima relação com os feixes musculares, converge para formar as Veias Poplítea eFemoral. A veia Safena Magna que tem seu trajeto na face medial do membro desde o pé até a prega da virilha e a Safena Parva que percorre a face posterior da panturrilha, são os principais troncos do sistema venoso superficial e respondem pelo retorno venoso dos tecidos subcutâneos, pele e adjacências.

Esses dois sistemas se comunicam através de veias que perfuram a fáscia e que são por issochamadas de perfurantes. Caprichosamente, as veias desses três sistemas são dotadas de uma estrutura valvular que orienta o fluxo sanguíneo em uma única direção. De tal forma que, em condições normais, o fluxo venoso transita do sistema venoso superficial para o profundo e de baixo para cima em direção ao coração.
O equilíbrio e o funcionamento harmonioso desse sistema faz com que o indivíduo emrepouso e deitado tenha uma pressão venosa medida no tornozelo em torno de 10mmHg e,  ao se por em pé e parado, de cerca de 80mmHg por ação da pressão hidrostática – peso da coluna vertical de sangue desde a aurícula direita até o tornozelo. A compressão da planta dos pés – bomba plantar – e a compressão dos músculos da perna – bomba da panturrilha – que ocorre com a deambulação comprimem as veias eimpulsionam o sangue direcionado pelas válvulas no sentido do coração. Na deambulação normal os músculos da panturrilha fazem cair a pressão venosa em aproximadamente 70% nas extremidades inferiores. Ao voltar à condição de  repouso a pressão retorna ao níveis normais em aproximadamente 30 segundos e as veias profundas voltam a se encher com o sangue provenientes das perfurantes e dos músculos. Eesse ciclo se repete indefinidamente, com o sangue seguindo sempre no mesmo sentido: do superficial para o profundo e deste para o coração dentro de um regime de pressão que mantém o equilíbrio das trocas metabólicas no território capilar arterial, venoso e linfático.
Qualquer evento que dificulte essa dinâmica do retorno venoso provocará maior ou menor alteração na pressão venosa. Tanto osistema venoso superficial, como o profundo ou ambos, podem estar envolvidos no desencadeamento e manutenção desse estado hipertensivo e a conseqüente estase venosa. Em situações de mau funcionamento venoso aquela pressão em deambulação diminui em apenas 20% e assim permanece após o repouso por um tempo excessivamente prolongado. Estabelece-se então o ambiente de hipertensão venosa crônica.
O bloqueioao fluxo venoso – total ou parcial - pode ocorrer em algumas circunstâncias, tais como episódios de trombose venosa e compressões extrínsecas. Quando esse bloqueio se torna prolongado ou resulta em danos irreversíveis do sistema valvular o retorno venoso se torna ineficiente e toda uma sucessão de eventos vai se desencadeando, levando ao aumento da pressão venosa regional, dilatação das veias,...
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