Concreto permeável

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Universidade de São Paulo
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
AUT 221 - Arquitetura, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - 2º SEMESTRE DE 2006
Profas. Denise Duarte e Roberta Kronka

Bruno Polastre - nº USP 3695609
Lara Damha Santos - nº USP 3695763

- menor custo durante o ciclo de vida, se comparado com outras alternativas, como o asfalto. Ainda que o custo inicial de
aplicação seja umpouco maior do que o asfalto, o concreto permeável é mais econômico, à medida que tem durabilidade e
resistência superiores, requerendo menos reparos que o asfalto;
-Existe pouco desperdício, uma vez que ele é feito diretamente no local e de acordo com as necessidades do projeto, podendo
ainda ser reciclado;
- o concreto permeável é fortemente recomendado pelo baixo custo do ciclo de vida, ou seja, ocusto para se construir, manter, desmantelar e reciclar é baixo.

CONCRETO PERMEÁVEL

C)estruturais

impermeabilização do solo e drenagem urbana

aplicações mais usuais

Um dos principais impactos que o desenvolvimento de uma área urbana provoca nos processos hidrológicos está ligado
ao aumento das superfícies impermeáveis.
No Brasil, as cidades cresceram sem o adequado planejamento de uso dosolo.¹ A explosão demográfica e a falta de políticas
governamentais geraram uma ocupação indevida das várzeas e uma alteração nos regimes fluviais, em decorrência da retirada da cobertura vegetal e da grande impermeabilização do solo em toda a área da bacia. Esta última diminui a capacidade
de infiltração, resultando em maior escoamento superficial. Assim, o pico das cheias é aumentado e o tempo dechegada das
águas aos rios é reduzido. Esse aumento do escoamento superficial, combinado com a ocupação das margens de rios e córregos, agrava o problema das enchentes urbanas.
Diante da questão das cheias, os tradicionais conceitos sanitaristas de construção de obras que objetivam se livrarem
da água o mais rápido possível (como calhas, sarjetas, bocas de lobo e retificação da calha do rio) somentetransferem o
problema da cheia para jusante, pois aceleram o escoamento das águas.
Além disto, tais intervenções envolvem custos elevados, além de problemas ambientais (devido aos resíduos sólidos) e a
interligação de condutos pluviais com os sistemas de esgoto, comumente feito no Brasil.
Por conta deste sistema largamente utilizado, o gasto de dinheiro ocorre duas vezes. Primeiro quando sãodesenvolvidos os
projetos inadequados de drenagem urbana; e segundo, quando é necessário investir mais dinheiro para recuperar áreas inundadas devido aos maus projetos.
Nos últimos anos, vêm sendo aplicados e desenvolvidos em todo o mundo, principalmente em países desenvolvidos,
novos conceitos de gerenciamento das águas pluviais em meio urbano. Conhecidas como “best management practices” (ou
BMPs),objetivam o amortecimento das cheias a partir da origem do problema e a melhoria da qualidade da água proveniente
do escoamento superficial. Essas intervenções têm como base microreservatórios de acumulação, filtros biológicos e químicos e aumento de áreas permeáveis. São dispostas de modo combinado na bacia, de forma a aproximar o comportamento
das águas pluviais urbanas às vazões depré-urbanização, e ainda obter utilização secundária a essas águas.
Assim, um dos princípios desse raciocínio é tratar das águas pluviais onde elas caem, evitando seu deslocamento e subseqüente aumento em seu volume, velocidade e poluição.
No Brasil, diversos estudos vêm sendo realizados para avaliar a eficiência e aplicabilidade destas estruturas para o
amortecimento das cheias. Em países desenvolvidos, maisavançados nesse aspecto, já se observa a preocupação com a
qualidade da água e diversas aplicações práticas no sentido de reutilizá-la.
Neste processo de gerenciamento das águas pluviais, o papel do município é fundamental, através da criação de leis e atitudes preventivas, assim como a fiscalização do cumprimento destas normas, conforme coloca o professor Carlos Tucci, professor do Instituto de...
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