Conceitos de anomia,racionalização e alienação

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  • Publicado : 30 de maio de 2011
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Os Clássico da Sociologia: uma análise dos conceitos de alienação, anomia e racionalização em Marx, Durkheim e Weber
Antonio Cavalcante de Almeida
1 INTRODUÇÃO
O estudo dos principais conceitos da teoria sociológica, sobretudo dos conceitos de alienação em Karl Marx, de anomia social em Émile Durkheim e de racionalização em Max Weber têm uma importância fundamental para compreensão dosfenômenos sociais em sociedade. Esses conceitos são, de certa forma, os que mais aparecem na literatura sociológica atual.
A linha dita marxista, apropriou-se, para explicar a questão do conceito de trabalho alienado, particularmente, dos textos de juventude de Karl Marx, como, por exemplo, dos Manuscritos Econômicos Filosóficos. Sobre esta obra, especificamente, From (1979) contribuiu como principalinterlocutor na discussão do conceito de alienação e de homem na visão marxista.
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Giddens (1990), por sua vez, foi outro intelectual que contribuiu no sentido de entender as aproximações e afinidades possíveis entre os três principais teóricos do pensamento sociológico. As interpretações do sociólogo britânico foram de fundamental importância para romper com a visão estereotipada e proselitistade que não há nada em comum nos clássicos da teoria sociológica, que se possa imaginar e comparar tanto filosoficamente quanto sociologicamente.
Em Giddens, a questão da divisão social do trabalho, exposta pelas duas primeiras escolas (marxista e durkheimiana), apresenta aparentemente semelhanças/contrastes no que se refere à crítica e à análise do processo de aviltamento do trabalhador, no seuprocesso de trabalho. A alienação, conforme Giddens (1990), é vista por Karl Marx e por Émile Durkheim como sendo uma conseqüência, também provocada pelas máquinas e fábricas. Porém, as divergências aparecem na medida em que, para Émile Durkheim, essa exploração pode ser corrigida e melhor adequada a uma condição de intensificação da solidariedade orgânica.
Em contrapartida, o distanciamento entreo pensamento durkheimiano e o marxiano se assevera na medida em que o pensador alemão defende a total ruptura com qualquer ordem burguesa existente. Na visão marxiana esse processo se explica pela revolução proletária, que é o momento mais significativo de construção de uma sociedade nova, onde nem o capital e nem o trabalho sejam condições de opressão e subjugação do homem.
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Finalmente,apresenta-se a contribuição de Max Weber para explicar uma terceira postura de ver os processos sociais. Esse pensador fala do modelo de racionalização do mundo moderno, a saber, do desencantamento do mundo por parte da ciência em sua sociologia compreensiva. Nesse sentido, Weber (1979) entende a racionalização como o caminho que orienta a sociedade para o mais alto grau de instrumentalização eburocratização, onde a ética e os valores são determinados pelos fins últimos.
2 ALIENAÇÃO E ANOMIA NA DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO: O CASO DE MARX E DURKHEIM
Antes de tudo, analisa-se dentro da sociologia marxista, principalmente o conceito de alienação que na teoria de marxista, se constituiu como um dos principais pontos estranguladores da análise e interpretação do modo de produção burguês.
O métodode análise marxiano apresenta, no seu cerne, a questão da alienação do trabalhador (estranhamento) no regime vigente de produção. Por isso, no que diz respeito à riqueza produzida pelo operário, Marx (1963, p. 159) sustenta que “o trabalhador torna-se tanto mais pobre quanto mais riqueza produz.” Isso pode evidenciar que, quanto mais volume de riqueza o trabalhador produz para o capitalista, maismiserável e alienado ele
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se torna em relação ao volume da produção e conseqüentemente, menos realizado no trabalho.
Nesse sentido, vale ressaltar que, numa passagem dos Manuscritos Econômicos Filosóficos, Marx (1963, p. 159) assegura que “o objeto produzido pelo trabalhador, seu produto, se lhe opõe como ser estranho, como um poder independente do produtor.” Portanto, o homem, na...
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