Conceitos da psicanalise

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Conceitos de Ana Freud na Psicanálise da Criança
Ana Freud considerava as crianças muito frágeis para submeterem-se a uma análise e não acreditava que elas pudessem desenvolver a transferência e nem tão pouco associar livremente, devido a sua imaturidade psíquica. E dizia que o Complexo de Édipo não deveria ser examinado muito profundamente em função da imaturidade do Superego. E, também combase nesse raciocínio, ela defendia que a abordagem psicanalítica deveria vir associada a uma ação educativa (pedagogia psicanalítica) (SILVA & SANTOS, 2008).
Segundo Silva e Santos (2008), Ana Freud afirma que a análise do adulto tropeça com dificuldades maiores já que diz respeito a objetos amorosos mais arcaicos e mais importantes do individuo (os seus pais, que introjetou por meio daidentificação e cuja lembrança é protegida pela piedade filial). Enquanto que nos casos de crianças os conflitos envolvem pessoas vivas que existem no mundo exterior e que ainda não se encontram estabelecidas na memória. Anna Freud dizia que o analista de crianças além do treinamento analítico propriamente dito, também deveria possuir um segundo componente: o conhecimento pedagógico.
Ela adverte que oanalista deve se aplicar em colocar-se no lugar do Ego-Ideal da criança por toda a duração da análise; não deve iniciar seu trabalho de análise até que se tenha assegurado de que a criança esteja desejosa em seguir seu comando. Segundo ela, o analista precisa ter habilidade para conduzir o relacionamento entre o Ego da criança e os seus instintos e, esclarece que o Superego da criança é fraco; visto que,as exigências do Superego assim como a neurose acham-se em dependência do mundo exterior. Explica ainda, que a criança é incapaz de controlar os instintos liberados e que o analista precisa dirigi-los. Posteriormente Anna Freud reconheceu as descobertas de Melanie Klein, em que esta comprovou a existência de um campo transferencial na análise de crianças e estabeleceu a correspondência entre aassociação livre e as técnicas de jogo (SILVA & SANTOS, 2008).

Brincar Segundo Winnicott
A teoria sobre o brincar concebida por Winnicott originou mudanças significativas no pensamento psicanalítico atual. A relação analítica passou a ser apreciada como a criação de um espaço potencial em que duas pessoas tenham a possibilidade de brincar juntas. Apenas assim, o paciente pode desvendar seu selfe desenvolver sua criatividade. O brincar transferido para a situação de análise infantil, no contato entre paciente e analista, constitui-se na principal realização da psicoterapia (FELICE, 2003).
O Brincar Segundo Melaine Klein
Para Melaine Klein, o brincar se transforma no componente essencial da análise de crianças, que possibilita o estabelecimento da transferência em análise. O acesso aoseu inconsciente devia realizar-se através da atividade lúdica que vai pontuando os diferentes tempos na direção da cura. É abordada enquanto conteúdo do inconsciente, pois ela é manifestação do desejo e da fantasia inconsciente. O brincar se torna um painel onde é projetado esse universo fantasmático: fantasmas de destruição e de ataque se articulam com sentimentos de depressão e culpa. Adialética da introjeção-projeção é principalmente assinalada na transferência. Indica os momentos da relação da criança com o analista que, para Melaine Klein, correspondem à primazia de um tipo de fantasia dominante (VIDAL, s.d.).
Melanie Klein aborda a psicanálise para as crianças através da técnica do brincar, que até então não tinha sido estudada. Como ela mesma cita, teve um insight a respeito dodesenvolvimento inicial e a interpretação que se pode obter através de observações do brincar das crianças, influenciando também em crianças mais velhas e adultos (CARMINATTI, 2005).
Segundo Melaine Klein (1970), o brincar da criança é diretamente proporcional à associação livre do adulto. Pois o brincar e jogar são formas básicas da comunicação infantil, com as quais as crianças inventam o...
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