Comprimidos

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Comprimidos

Existem várias formas farmacêuticas de comprimidos, distinguíveis não apenas pela composição mas também pelo modo de administração. Para além do comprimido destinado à ingestão, existem as pastilhas orais, que se destinam a ser dissolvidas na boca e não ingeridas, os comprimidos sublinguais, os mastigáveis e os efervescentes. As cápsulas distinguem-se dos comprimidos porapresentarem um revestimento externo resistente ao suco estomacal, abrindo-se apenas no intestino delgado, onde libertam o seu conteúdo.
A utilização dos comprimidos como forma de administrar medicação apresenta diversas vantagens. Podem-se referir a facilidade de ingestão, o baixo custo, a possibilidade de administrar doses unitárias rigorosamente quantificadas e um fácil transporte epreservação. Como limitações, o tamanho das doses que é possível administrar, a impossibilidade de comprimir todo o tipo de medicamentos, a baixa solubilidade de alguns compostos e a irritação provocada por outros ao nível do trato digestivo. Além disto, apenas podem ser ministrados a pacientes conscientes e com o reflexo de deglutição funcional.
Os comprimidos são usados desde aAntiguidade, sendo uma das primeiras referências feitas na Enciclopédia de História Natural, de Plínio, no ano 77 d. C. A primeira patente de um mecanismo que permita a produção, em grande escala, de comprimidos data de 1843.
Em Portugal, o fabrico de comprimidos processou-se, de um modo significativo, apenas após o século XIX, através da Companhia Portuguesa de Higiene (fundada em 1891), que iniciou aprodução destes em 1893.
São formas farmacêuticas de forma discóide, cilíndrica ou lenticular, mas podendo ter qualquer outra forma de dimensões e peso variáveis sem ou com revestimento (drágeas), obtidos por compressão direta da substância medicamentosa, mas quase sempre necessitam de granulação prévia e adição de adjuvantes inócuos.
Vantagens:
Precisão nadosagem; Boa conservação; Rapidez e economia na preparação; Boa apresentação; Reduzido volume; Fácil deglutição; Múltiplas aplicações possíveis.Conforme a via de administração podemos considerar: Comprimidos de absorção gastrointestinal (para serem deglutidos e os comprimidos efervescentes); Comprimidos sublinguais; Comprimidos para implantação; Comprimidos para aplicação local (bucais e vaginais);Comprimidos para preparação de soluções desinfetantes.
Pílulas – são formas farmacêuticas de consistência firme de peso reduzido,destinadas a serem deglutidas sem mastigar e de forma esférica;
Drágeas – são comprimidos revestidos, em que o revestimento destina-se a dar-lhes: Melhor aspecto; Evitar a desagregação no estômago; Prolongar a ação do princípio ativo; Melhorar aconservação; Evitar qualquer aroma ou sabor desagradável que possuam.
Pastilhas – são geralmente achatadas e circulares ou alongadas, destinadas a dissolverem-se lentamente na boca e que são preparadas por moldagem de uma massa plástica constituída por um excipiente de mucilagens;
Cápsulas – são formas farmacêuticas constituídas por invólucros gelatinosos deforma e dimensõesvariáveis contendo substâncias medicamentosas sólidas, líquidas ou pastosas. O acondicionamento nas cápsulas: Evita cheiros ou sabores desagradáveis; Permite uma rápida libertação; Podem ter revestimento gastro resistente.Podem subdividir-se em:
Cápsulas duras– quando os invólucros são apenas constituídos por gelatina, possuem 2 opérculos que encaixam perfeitamente um no outro.Destinam-se aconter medicamentos sólidos;
Cápsulas moles– quando são formadas por gelatina adicionada de emolientes, apresentam-se como um invólucro único destinando-se não só a conter medicamentos sólidos, mas principalmente líquidos ou pastosos.
Supositórios – são formas farmacêuticas de forma cónica ou ovóide que fundemà temperatura corporal e destinados a serem introduzidos no...
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