Competencias parentais

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  • Publicado : 14 de junho de 2011
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Competências Parentais
Animação - Sociocultural

Caracterização da Problemática de estágio:

Este documento foi realizado no âmbito da disciplina de Animação Sócio-Cultural e visa enquadrar a questão das competências parentais na relação da mãe com a criança, uma vez que o estágio se integra nessa área.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde ” A adolescência compreende um períodoentre os 11 e os 19 anos de idade, desencadeado por mudanças corporais e fisiológicas advindas da maturação fisiológica (Kahhale, 1997).” Segundo a Wikipédia “ Adolescência é a fase do desenvolvimento humano que marca a transição entre a infância e a idade adulta e representa para o indivíduo um processo de distanciamento de formas de comportamento e privilégios típicos da infância e de aquisição decaracterísticas e competências que o capacitem de assumir os deveres e papéis sociais do adulto.” Ou seja, é um período de tempo em que o jovem sofre diversas alterações como já foi dito anteriormente, e por isso fica mais vulnerável a certas etapas que terá de enfrentar. O adolescente, enfrenta novos desafios e responsabilidades, sendo neste aspecto a parte emocional de extrema importância poiscom responsabilidade vem a insegurança, o desejo de mostrar que já não é “criança”, as discussões com a família, o desejo da independência. É assim, neste ponto que surge a gravidez precoce, e porque?
Segundo Maria Emília Costa” Apesar dos programas de educação sexual e da proliferação de métodos contraceptivos, as adolescentes continuam pouco informadas, ou a informação não basta, o que é maisplausível. Por um lado, há mais adolescentes do que há três ou quatro décadas atrás e o seu desenvolvimento biológico é mais precoce, fazendo com que a idade de fecundação seja mais baixa e os adolescentes habitualmente, iniciem, a actividade sexual mais cedo.”
Por outro lado, “Os Valores em relação à sexualidade mudaram, aumentando a permissividade e valorizando-se as dimensões comunicacionais edo prazer mais do que a procriativa e, concomitantemente, a estimulação sexual através dos mass- media tornou-se uma realidade marcante ” (Maria Emília Costa). Hoje em dia, no núcleo familiar, tende a haver menos comunicação que envolva as consequências da sexualidade precoce, os pais são mais liberais, a sociedade é mais aberta e por isso o tabu acerca da sexualidade foi desaparecendo.
Deacordo com Maria Emília Costa “Muitas adolescentes não acreditam que possam ficar grávidas “Só acontece aos outros”, consideram que a contracepção tira a espontaneidade da relação: é como estar a antecipar que vai acontecer e isto só acontece às “más” raparigas. ” e por outro lado “O grupo de pares influencia extraordinariamente o comportamento dos adolescentes e a actividade sexual surge, muitasvezes, como forma de inserção e aceitação no grupo ou pela necessidade de agradar ao namorado, acreditando que a gravidez é uma forma de investimento e compromisso na relação. ” (Maria Emília Costa).
Ou seja, vivemos numa sociedade em que somos constantemente pressionados em relação às nossas acções, quer seja pela família, amigos ou mesmo pelos mass-media. O adolescente sente-se na necessidade deagradar a tudo e a todos e por vezes comete erros que têm consequências para toda a vida.
Como refere Maria Emília Costa, “É de salientar ainda a existência de uma publicidade negativa em relação aos efeitos secundários da contracepção oral, a falibilidade dos métodos naturais e, finalmente, o facto de a promoção do desenvolvimento psicossexual continuar a ser reduzida à educação sexual no sentidorestrito.” Muitas vezes, está presente um sentimento de vergonha em relação à compra de contraceptivos e por isso o jovem tende a descurar na protecção.
No entanto, a frequência das relações sexuais é reduzida e incerta, como expressa Maria Emília Costa “uma ou duas vezes por mês, o que eventualmente justifica a não utilização de um método contraceptivo oral.” Mas, a gravidez precoce não...
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