"Competências curriculares: as práticas ocultas nos discursos das reformas".

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  • Publicado : 11 de abril de 2011
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"COMPETÊNCIAS CURRICULARES: AS PRÁTICAS OCULTAS NOS DISCURSOS DAS REFORMAS".

INTRODUÇÃO

Exploraremos neste texto as diversas questões relativas à organização do conhecimento e ao modelo da gestão do currículo.

COMPETÊNCIA E OBJETIVO

Competência-"capacidade, poder de apreciar ou resolver dado assunto."
Objetivo-"resultado que se pretende alcançar".
Competênciaindica o que é necessário para percorrer um dado caminho e objetivo precisa o resultado que deve ser alcançados no final desse mesmo caminho.
A existência de uma teoria única do currículo é algo que fica enredado numa visão tradicional, uma vez que a intituição escolar não se limita a associar objeto, sujeito e transmissão. As teorias curriculares são, por isso mesmo, percursos de legitimaçãodo conhecimento, tanto na natureza da sua seleção, quanto nas formas de organizar. Competência e objetivo dizem respeito a formas de ordenação do conhecimento ou a critérios para a seleção de estratégias que fundamentam a organização do processo ensino/aprendizagem, que têm em comum uma visão do culto da eficiência e uma noção instrumental de currículo.

A CIRCULARIDADE DO DISCURSO CURRICULARParafraseando Lawn, afirma que, o discurso é constantemente circular, sobretudo se atendermos ao fato de que as decisões curriculares têm obedecido a uma estrutura invariante em termos de seleção e organização do conhecimento.
Quer dizer então que o saber- fazer cognitivo do aprendente está dependente do contexto que lhe exige o habitus de agir em função dos problemas e situações a que sereporta. Amesma situação se verifica no mundo do trabalho, não sendo de estranhar que tenha sido a lógica empresarial, ligada à qualidade, ao desempenho e à mobilização de recursos, a trazer para o interior da escola a noção de competência.
Os discursos sobre as reformas curriculares em curso, convertidas em pseudo-inovações porque seriam mais da iniciativa dos atores que fazem parte dacomunidade educativa, ocultam práticas de contrução técnica do currículo ao legitimarem termos que se enquadram em referênciais da eficiência social.

A TRANVERSALIDADE DAS COMPETÊNCIAS

Citando Rey(defende que toda a competência é transversal), Perrenoud, aceita que "as competências são interessantes, pois permiem enfrentar conjuntos de situações."
A realidade curricular brasileira, oconjunto de diretrizes e parâmetros curriculares é, para o governo atual, um currículo nacional definido por Estado Central.
Nas orientações curriculares para a fundamentação das mudanças qu eestão em curso na realidade portuguesa, se encontra a lógica da organização curricular por competência (competências gerais, competências transversais e competênecias essenciais em cada áreas disciplinar): "emprimeiro lugar, adopta-se aqui uma noção ampla de competência, que procura integrar conhecimentos, capacidades e atitudes e que pode ser entendida como saber em ação; esta noção aproxima-se do conceito de literacia.
Em segundo lugar, procura-se dar um passo significativo no sentido de uma efetiva articulaçõa entre os vários ciclos do ensino básico, a qual deverá estender-se ao ensinosecundário.
Em terceiro lugar, rejeita-se a opção de definir "objetivos mínimos". A própria designação de competências essenciais procura salientar os saberes que se consideram fundamentais para que os alunos desenvolvam uma compreensão da natureza e dos processos de cada uma das disciplinas.
Na "sociedade da informação", as políticas curriculares definem-se mais pelos aspectos que as tornamsimilares que pelos aspectos que as individualizam. A globalização cultural traz uma outra realidade às formas de sistematizar o conhecimento, quando a informação, produzida e veiculada pelas tecnologias de informação e comunicação, é fonte de conhecimento. No entanto, as aprendizagem escolares acabam por ser codificadas curricularmente.
''Não se espera mais da escola que, como em épocas...
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