Como que as crianças abrigadas na fundação venâncio ramos da silva vivenciam ( se comportam) nas aulas de educação físca

Páginas: 31 (7564 palavras) Publicado: 20 de abril de 2011
Como que as crianças Institucionalizadas da Fundação Venâncio Ramos da Silva vivenciam (se comportam) nas aulas de Educação Física
Introdução
As agressões corporais fazem parte do cotidiano de inúmeras famílias brasileiras e na maioria dos casos poderiam ser evitados diante de cuidados ou olhares modificados para a violência doméstica familiar. A violência doméstica passou a ser visto commais cuidado no século XX, a partir da década de 60, quando alguns países reconheceram a questão da violência familiar como um problema de saúde pública Deslandes (1994), e sendo na maioria dos casos o seio familiar, muitas vezes, o lugar mais oportuno e mais fácil de observar a violência.
Da mesma forma que seus impactos, algumas causas da violência são facilmente constatadas. Outrasestão profundamente enraizadas no tecido social, cultural e econômico da vida humana. Pesquisas recentes sugerem que, enquanto fatores biológicos e vários fatores individuais explicam a predisposição para a agressão, com freqüência tais fatores interagem com fatores familiares, comunitários, culturais ou outros fatores externos, criando situações em que a violência pode ocorrer.
Estáconfirmado por algumas estatísticas, a magnitude e complexidade do problema, para especificar Deslandes (1994) destaca estudos feitos nos Estados Unidos onde são relatados meios de agressão para “contenção familiar” do tipo empurrões, tapas, e existem até relatos de utilização de armas na educação dos filhos (DESLANDES, 1994, p. 177).
No Brasil, podemos destacar que a repressão familiar passa ater a atenção das autoridades na década de 80, quando tem a classificação de problema de saúde pública (DESLANDES, 1994), situação da violência traz a tona um problema situado no interior das residências e que passa a ter uma conotação social.
Esse destaque se deve as estatísticas embora inexatas que traduzem a magnitude do problema, sendo estimados em ocorrência perto de 4,5 milhões decasos de abuso e negligência por ano como afirma Deslandes (1994), número considerado elevado tratando de um assunto de violência sofrida por alguém que deveria defender.
Dessa forma, estão criadas as condições para o recrudescimento da violência, onde os supostamente “suspeitos” de cometê-la estão nas ruas, oferecendo perigo à visão da sociedade como um todo que ilumina apenas essa tipagem deviolência, limitan
do sua abrangência e mantendo na sombra outros espaços de violência, hospitais, escolas, etc., mas, muito especialmente, as famílias. Qualquer que seja o modelo familiar vigente nesse início de século XXI, essa família e seus componentes agressores, pai, mãe, responsável, são sujeitos construídos de relações estabelecidas num Brasil em que, a partir dos anos 80, foi construindoum desenho de questão social que passou por uma politização das diferentes formas de desigualdade social.
Outro lado interessante é a questão sócio-econômica das famílias envolvidas, onde 70% tem renda ente 0 e 3 salários mínimos, não sendo esse um fator decisivo na questão, a renda uma vez, que outros fatores de relevância social podem estar presentes no desencadeamento dessas práticas(DESLANDES, 1994).
Entre fatores que geram situações de conflito e que agravam essas premissas são os filhos dos casais envolvidos nesses casos, ficando em média de 2 filhos ou mais, fato que dita os fatos conforme Deslandes (1994, p.180): cabe contudo, lembrar o nível elevado de pressões que a miséria traz.
Porém, não significa que esses fatos ocorram apenas nas classes populares. Asclasses populares estão mais propensas a receber interferências em suas vidas, sendo elas do poder público, dos poderes locais e poderes paralelos, enquanto as famílias de condição econômica melhor utilizam serviços particulares, psicólogos e de educação privada conseguindo assim manter descrição destes fatos (DESLANDES, 1994).
Podemos considerar a composição familiar das crianças...
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