Como interpretar mitos e fabulas

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MAURÍLIO PINHEIRO MARCARI

COMO INTERPRETAR MITOS E FABULAS

FACULDADE DE ENSINO SÃO LUIS
JABOTICABAL 2011
O Papel da Filosofia para o educador é instigar o aluno a perceber as insinuações encrustadas nos textos e fazer uma analise filosófica dos problemas expressados, problemas estes não claramente mostrados, mas, enrustidos nas entrelinhas de textos conhecidos como Pinóquio e o Mito daCaverna.
Assim instigando a ideia critica nestes educandos e aos poucos a facilidade para fácil interpretação destas ideias que estão por traz dos textos “fictícios” para a maioria.
E também ajuda aos educandos como ilustrado no mito “A Hora e a Vez da Águia” que independe do contexto no qual o educando está inserido, ele tem a mesma capacidade que qualquer outro, pois é um ser humano depossibilidade de intelecto inimagináveis.
Estes três mitos apresentados no texto ilustram fielmente o trabalho do processo educacional Educador-Educando, principalmente no texto da águia, o intuito do professor é induzir o aluno ao conhecimento e a alcançar seus maiores objetivos, e não ficar preso em um método de ensino mecanizado que serve apenas para construir pessoas alienadas com um conhecimentosuperficial das coisas e que não reflitam diante de temas do seu cotidiano para melhoria do seu convívio geral.
Entrando na questão do mito para platão devemos primeiramente entender que platão coloca o mito como expressão de fé e crença, e que para entender o mito para platão devemos preservar a função e valor do mito ao lado e juntamente a função reservada ao logos (razão).
Na 1ª interpretaçãovemos a própria interpretação platônica comum ao mito, de que com a alegoria platão quer demonstrar a busca pelo conhecimento (mundo inteligível / Lado de fora da caverna) e a fuga da ignorância (mundo sensível / dentro da caverna), e referindo-se ao sol como filho do Bem, gerado por este à sua semelhança no mundo material. O mito da caverna reapresenta a analogia, porém de forma proporcionalmentereduzida. O mundo inteligível e a ideia do Bem são agora simbolizados respectivamente pelo exterior da caverna e pelo sol. O mundo sensível é representado pela caverna e o sol pelo fogo que arde em seu interior.
Já a 2ª interpretação é metódica e descreve os fatos do mito e explica os mesmos como se fossem padrão: O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? Ascoisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? AFilosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está referindo-se à condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.
Na 3ª interpretação já vemos uma interpretação mais adaptada a modernidade, mas não consegui fugir ao comentário do professor, então faço minhas as palavras dele: O livrotrata de um tema muito atual especialmente para o Brasil: a diferença entre dois mundos distintos como o Centro Comercial, que é exigente, competitivo e que representa o capitalismo em sua fase moderna, e Cipriano que representa o artesanato e o modo de vida simples. “A Caverna” exige que meditemos nas condições de vida que o homem das sociedades modernas leva: uma vida muitas vezes cega oubaseada em sombras numa parede e põe em dúvida alguns conceitos e conquistas da humanidade, a tecnologia. Apesar de ser ela fonte de todas as nossas comodidades será que não somos prisioneiros dele vivendo mais para nós mesmos do que para a comunidade? Somente com muita reflexão conseguiremos entender, porque escapar é impossível dessa Caverna chamada “Capitalismo”.
A 4ª interpretação é mais simples...
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