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Universidade Federal Fluminense
Departamento de Estudos Culturais e Mídia
Metodologia da Pesquisa
Prof: Marcos Roxo
Aluna: Érica Ramos Sarmet dos Santos – 2010/2

Pré-projeto: O “Outro” feminino nas novas narrativas audiovisuais sobre Vampiros

1) INTRODUÇÃO

Figura popular nas narrativas de horror, o vampiro é um dos fenômenos culturais que periodicamente retornam à cena midiática earrebatam milhares de novos fãs. Nos últimos anos, o “boom” dos vampiros no campo audiovisual foi alavancado pela saga cinematográfica Crepúsculo/ Twilight (2008-2011), e as séries televisivas True Blood (2008-?) e Vampire Diaries (2009).
Partindo do argumento de Nina Auerbach (1995) de que a “história das narrativas de vampiros é também a história da cultura anglo-americana contada através deseus vampiros mutantes” (1995, p. 56), entendemos que compreender o lugar do vampiro e o lugar do outro que dialoga com ele – no caso, a mulher - é compreender como a sociedade reproduz e interpreta seus papéis sociais de gênero.
Tendo como foco de estudo o seriado “True Blood”, proponho-me a analisar como as mulheres vêm sendo representadas no cinema e na televisão, e de que maneira a sexualidade édeterminante na construção dessas personagens. Acredito que, nas produções audiovisuais atuais, encontramos um movimento de moralização dessas narrativas para ajustá-las a um consumo adolescente. Pretendo buscar as matrizes dessa moralização, bem como os efeitos desse discurso na construção e percepção das personagens femininas.
“True Blood” é um seriado de TV de 2008, baseado na série de livros“Sookie Stackhouse”, de Charlaine Harris. Com duas temporadas e a terceira em pré-produção, é exibido pelo canal HBO e tem como seu criador Alan Ball (“Six Feet Under”). A história acompanha Sookie Stackhouse, uma garçonete capaz de ler mentes que vive na cidade fictícia de Bon Temps, no estado de Louisiana. Sua vida toma um novo rumo quando ela conhece o vampiro Bill, dois anos após os vampiros“saírem de seus caixões” e revelarem sua existência aos humanos, possível em função da criação de um sangue sintético por cientistas japoneses.
“True Blood” desempenha um papel singular na representação de gênero tanto em relação a um padrão clássico de tratamento da figura feminina nas narrativas de vampiro quanto em relação a outras releituras contemporâneas.
Para Wyman e Dionisopoulos (1999),Drácula de Bram Stoker (1992) é um exemplo de como o cinema pode perpetuar mitos culturais de arquétipos de gênero e fortalecer as premissas nas quais eles são baseados. Parto desse princípio para entender de que maneira esses mitos estão sendo reiterados e/ou desconstruídos nas narrativas atuais, análise que faço através do estudo sistemático do seriado “True Blood”.

2) OBJETIVOS

Sob umaperspectiva feminista, este trabalho pretende analisar, a partir do seriado “True Blood”, como se configura o papel da mulher em um novo contexto de produção de narrativas audiovisuais sobre vampiros, no qual as personagens femininas se firmam como protagonistas, mas asexualidade e o erotismo - características historicamente presentes nessas produções - estão sofrendo um processo de reformulação em relação a uma moralização para o consumo adolescente.
Em um gênero cinematográfico como o horror, em que as mulheres são tradicionalmente vítimas, geralmente associadas à passividade e fragilidade, “True Blood” desempenha um papel particular - não apenas em relação auma estrutura clássica, mas também a outras releituras contemporâneas - ao apresentar personagens femininas fortes, ativas e detentoras de poder, simbolizadas principalmente na figura da heroína Sookie e da vilã da segunda temporada, a bacante Maryann.
A intertextualidade presente em “True Blood”, que mescla o gênero do horror com outros como o melodrama e a pornografia, e une o universo...
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