Como estrelas na terra

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  • Publicado : 9 de julho de 2012
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Resenha Crítica do Filme: Como Estrelas na Terra.

Análise crítica e pedagógica do Filme – Como Estrelas na Terra – Toda criança é especial (no Brasil) e Every Child is Special (nos EUA) – Na Ìndia – Taare Par Zaamen - Filme de Aamir Khan.
Lançado no final de 2007 – sob o pólo cinematográfico da Índia – a primeira direção de Aamir Khan, impressiona pela beleza da fotografia, pelasensibilidade ao tratar do subjetivismo e do mundo interno do menino Ishaam e também pela qualidade do roteiro.

O menino Ishaam, identificado como dislexo – terá a frente uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo escolar, mediante a opressão e abandono da família e mediante a falta de estrutura escolar para lidar com sua pequena deficiência.

Mediante tal situação, Ishaam se vê forçado a seisolar e sua família lhe interna numa escola “especial”. O tempo passa e Ishaam irá perdendo aos poucos seus referenciais sociais (família e amigos) e passa a entrar num perigoso ciclo autodestrutivo – inclusive com a possibilidade do suicídio ou o abandono social.

O tempo passa em sua peleja escolar que é entremeada pelo sonho da arte e de ser um artista, Ishaam conhece seu novo professor quecom um olhar lúdico, passa a entender parte da subjetividade de Ishaam, identificando então sua dislexia, mas sempre atuando pedagogicamente com uma incrível potencialidade.

Dentro desse contexto, seu professor (Aamir Khan) corre contra o tempo para retirar o pequeno Ishaam do abandono e esquecimento social para lhe dar uma nova vida motivada seja pela arte, seja pelo convívio social, sejapela identificação do próprio Ishaam que seu mestre lhe entende e pode corrigir essa pequena dificuldade no trato com a escrita e leitura.

Ishaam passa então a superar a opressão familiar e suas próprias limitações para se incluir à escola e ao convivo SIGNIFICATIVO dentro de sua escola.

Um filme belíssimo; que pelo tratamento da sétima arte, torna “palpável” o sentimento e a subjetividadede um pequeno aluno do primário que tenta somente se integrar da melhor maneira à sociedade indiana. Sociedade essa que por vezes demonstra ser pragmática e meritocrática.

Um filme belíssimo que pode abrir novas perspectivas dentro do entendimento pedagógico do que sente, vê e entende o dislexo e demais crianças no ambiente familiar/pedagógico. Nota-se dentro dessa perspectiva que não só ascrianças que possuem dislexia mas todas que se interagem com o ambiente escolar, que o filme é também uma excelente ferramenta para se mergulhar na subjetividade, na “cabecinha” de cada criança – onde as “águas vivas”, peixes, dragões, naves, asteróides e planetas de Ishaam – podem se transmutar para cada crianças, dentro de uma personalidade e vivência em objetos significativos como um herói, umconceito inteligível/significativo, um brinquedo, um lugar que gosta muito de visitar. Assim; o mundo de Ishaam, guardadas suas devidas idiossincrasias e universo cultural é também o “mundinho” particular de cada criança que estaria a demonstrar suas potencialidades ao mundo pedagógico, às descobertas escolares e de interatividade socioambiental propiciando inclusive ao Pedagogo(a), ferramentas quepossibilitem o desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo de seus alunos.

As perspectivas para o universo da aprendizagem e (como ferramenta para professores) são inúmeras. Algumas específicas para se entender a dislexia. Objetivamente para a aprendizagem, pode o professor:

a) Perceber parcialmente subjetividades e estruturas do psiquismo da criança que podem ser essenciais para entender omelhor caminho para o aluno em seu desenvolvimento psicofísico e desenvolvimento pedagógico;
b) Entender, que a parte da subjetividade cotidiana de Ishaam, seus mundinhos criados como o mundinho “aquático das águas vivas”, de foguetes ao espaço sideral, de aventuras com dragões existem e são significativos para a criança em sua idiossincrasia e que devem ser tratados como um constituinte do...
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