Como as forças competitivas moldam a estratégia (michael e. porter)

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  • Publicado : 7 de abril de 2011
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1º ESTUDO DIRIGIDO - TEXTO 2
CAPITULO 2 - COMO AS FORÇAS COMPETITIVAS MOLDAM A ESTRATÉGIA (Michael E. Porter)

Extraído de: Como as Forças Competitivas Moldam a Estratégia MONTGOMERY, Cynthia A.; PORTER, Michael E. Estratégia: a busca da vantagem competitiva. Rio de Janeiro: Elsevier, 1998 – 13ª Reimpressão.

A essência da formulação estratégica é lidar com a competição. Entretanto, tende-sea perceber a competição de forma muito limitada e pessimista. Muito embora ouçamos argumentações contrárias por parte de executivos, a competição intensa em um setor industrial nada tem a ver com coincidência nem com as adversidades da sorte.
Além disso, na luta por participação de mercado, a competição não se manifesta apenas através dos demais concorrentes. Pelo contrário, a competição em umsetor industrial tem suas raízes em sua respectiva economia subjacente e existem forças competitivas que vão bem além do que esteja representado unicamente pelos concorrentes estabelecidos nesse setor em particular. Os clientes, os fornecedores, os novos entrantes em potencial e os produtos substitutos são todos competidores que podem ser mais ou menos proeminentes ou ativos, dependendo do setorindustrial.
O estado de competição em um segmento industrial depende de cinco forças básicas, que estão esquematizadas na Figura 1. O vigor coletivo destas forças determina o lucro potencial máximo de um setor industrial. Ele varia de intenso em setores como os de pneus, embalagens metálicas e aços, e suaves em setores como os de serviços e equipamentos para campos petrolíferos, refrigerantes eartigos de higiene pessoal onde há espaço para retornos muitos elevados.
Na situação de "concorrência perfeita" dos economistas, a luta para conquista de uma posição não é sujeita a controles de qualquer espécie e a entrada no setor é muito fácil. Essa espécie de estrutura industrial naturalmente oferece o pior panorama para a lucratividade a longo prazo. Entretanto, quanto mais fracas forem asforças, coletivamente, maior a oportunidade para um desempenho superior.
Qualquer que seja seu esforço coletivo, o objetivo estratégico da empresa é encontrar uma posição no setor onde ela possa melhor se defender contra essas forças ou influenciá- Ias a seu favor. O esforço coletivo das forças pode ser dolorosamente aparente para todos os antagonistas; mas, para lidar com elas, o estrategista tem quecavar abaixo da superfície e analisar as fontes de cada uma. Por exemplo, o que torna o setor vulnerável à entrada? O que determina o poder de barganha dos fornecedores?
O conhecimento dessas fontes básicas de pressão competitiva propicia o trabalho preliminar para uma agenda estratégica de ação. Elas acentuam os esforços críticos e os pontos fracos da empresa, dão vida ao posicionamento daempresa no setor, tornam claras as áreas onde as mudanças estratégicas possam oferecer maiores vantagens e acentuam os lugares onde as tendências do setor prometem ser da maior importância, seja como oportunidade, seja como ameaça. Entender essas fontes passa a ser também uma forma de ajuda quando forem consideradas áreas para diversificação.
Forças Combatentes
As forças - ou uma única força - maiscompetitivas determinam a lucratividade de um setor e, portanto, são de maior importância na formulação estratégica. Por exemplo, mesmo uma empresa com uma forte posição em um setor não ameaçado por entrantes em potencial usufruirá de retornos baixos se ela enfrentar um produto substituto superior ou de baixo custo - como aconteceu, no passado, com os fabricantes líderes do setor de válvulaseletrônicas a vácuo e de coadores de café. Em tal situação, lidar com o produto substituto torna-se a prioridade número um de estratégia.
Naturalmente, forças diferentes assumem proeminência na configuração da competição em cada setor industrial. No setor de navios-tanque internacionais, a força-chave está provavelmente com os compradores (as grandes empresas de petróleo), enquanto que para pneus...
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