Cominidades remanescentes de quilombos

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FACULDADE SÃO TOMAZ DE AQUINO CURSO PEDAGOGIA

COMUNIDADES REMANESCENTES DE QUILOMBOS

SALVADOR 2012

FABRÍCIO SANTOS MARCIA ALELUIA MARIA ANTONIA PATRÍCIA SANTANA

Comunidades Remanescentes de Quilombos

Trabalho desenvolvido durante a disciplina de História e Literatura Africana, como parte da avaliação referente ao 6º semestre sob orientação do Professor José Teixeira Filho.SALVADOR 2012

ÍNDICE

1. Introdução 2. Quilombos – Como surgiram? 3. Resistência negra na pré-abolição 3.1 Da inconfidência a Princesa Isabel 3.2 O movimento negro no século XX 3.3 O movimento negro no sul do Brasil 3.4 Rearticulação: 1945-1975 3.5 Ressurgimento: 1975-1985 3.6 Militância: 1988-2000 4. Principais quilombos brasileiros. 5. Distribuição por estados dos principais quilombosbrasileiros. 6. Comunidades quilombolas ontem e hoje 7. Comunidades quilombolas 8. Proprietário de suas terras 9. Identidade étnica e cultural 10. Comunidades negras tradicionais 11. Práticas religiosas 12. Dança 11.1 Cultura no quilombo rio das rãs 11.2 Cultura quilombola em remanso 13. Legislação 14. Desenvolvimento econômico 15. Programa Brasil Quilombola 16. Conclusão 17. Referências bibliográficas18. Anexos 19. Mapas

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INTRODUÇÃO

As comunidades remanescentes de quilombos são grupos étnicoraciais, conforme critérios de auto-atribuição, com histórica própria, dotados de relações territoriais específicas e com ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida, conforme Decreto nº 4887/03. Essas comunidades possuem direito de propriedade de suas terrasconsagrado desde a Constituição Federal de 1988. As comunidades quilombolas são diferentes umas das outras. Sua fundação acontece a partir de diferentes processos de resistência, e utilizam de diferentes formas seu território, explorando os recursos acordo com as necessidades locais. Sendo assim, suas manifestações culturais também variam de comunidade conforme o contexto social. A Fundação CulturalPalmares fundada em 1988 é uma instituição federal, vinculada ao Ministério da Cultura e possui entre outras atribuições o reconhecimento de comunidades quilombolas. Em seu último mapeamento, a entidade constatou que a existência de 3.524 comunidades quilombolas no Brasil, sendo que apenas 1.179 certidões de auto-reconhecimento haviam sido expedidas. Entretanto, outras instituições já estimam aexistência de cerca de cinco mil comunidades. Com isso fez-se necessária a criação da Agenda Social Quilombola (ASQ), cujo objetivo é articular as ações no âmbito do Governo Federal, por meio do Programa Brasil Quilombola (PBQ). A maioria das comunidades quilombolas busca o reconhecimento, mas o processo tem sido lento. Para buscar o título e a posse da terra, a comunidade precisa se mobilizar e seorganizar. Neste trabalho veremos como tem acontecido o processo de reconhecimento dessas terras, como os quilombolas guardam suas tradições e sua coexistência com a cultura sociedade contemporânea, o que caracteriza o processo atual de resistência para manter suas características culturais conforme aprenderam de seus antepassados através da oralidade.

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QUILOMBOS - COMO SURGIRAM?

Nosdias atuais, é comum ouvir as expressões quilombolas ou remanescente de quilombo. Essas denominações possuem uma conotação que está marcada por diversos contextos e múltiplas análises, uma vez que falar dos quilombos e dos quilombolas no atual contexto é lembrar uma luta política e uma reflexão científica em processo de construção. O termo quilombo surgiu oficialmente no Brasil na constituição doséculo XVIII, quando, em 1740, o Conselho Ultramarino valeu-se da seguinte definição, de que quilombo era: “toda habitação de negros fugidos, que passem de cinco, em parte despovoada, ainda que não tenham ranchos levantados e nem se achem pilões nele”. Pelos tradicionais livros de história, a idéia de quilombos está associada à reunião de escravos fugidos que resistiam às tentativas de captura ou...
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