Comentarios filme justiça

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  • Publicado : 21 de novembro de 2011
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A “Justiça” na Visão da Antropologia Jurídica!

Observa-se que o exercício da aplicação prática da lei em prol de se fazer justiça tem todo um procedimento peculiar como observado no filme “Justiça”.

O Juiz usa uma roupa especial chamada beca, toga, vestuário de Magistrado, usa uma linguagem formal rigorosamente dentro dos padrões da língua portuguesa aplicando ainda a linguagem técnica doDireito, o que torna uma linguagem bem distante da maioria das pessoas sobre quem a lei é imposta, os réus.

A forma como se compõem os participantes no cenário do julgamento criminal
a. O Juiz em uma posição de destaque, em um ambiente literalmente superior de onde ficam os réus ou depoentes
b. O Defensor do Ministério Público em posição paralela a do juiz, mas não no mesmonível de igualdade
c. O Advogado de defesa na posição inferior no mesmo nível do réu ou depoente, defronte para o mesmo.
d. Para todos, a figura do Juiz, se impõe quase que de uma pessoa “sagrada”, digna de reverência, respeito, investida de poder sobre a liberdade, a inocência ou a culpa, a verdade ou a mentira.

O Representante do Ministério Público e o Advogado de Defesa sedirigem diretamente ao juiz, mesmo quando querem fazer uma pergunta para o réu.

As pessoas que comparecem como depoentes geralmente estão nervosas, ansiosas e temerosas, preocupadas com o que vão falar, afinal suas vidas podem também estar em jogo.

Os réus, geralmente alegam inocência e desconhecimento de coisas que lhes são conhecidas, como os procedimentos adotados pelo crime organizado noslocais onde residem e com os quais são envolvidos. Dando a entender que temem mais as represálias das organizações criminosas do que do próprio sistema repressivo do estado, ou seja, preferem ser condenados e presos em condições subumanas, arriscando a própria vida a entregar os parceiros ou denunciar outros criminosos.

Nos Corredores e salas de espera dos prédios (Fóruns) onde se aplica ajustiça as pessoas se comportam de maneira solene, silenciosamente, como se estivessem em um ambiente “sagrado”, desde os magistrados aos simples visitantes.

Os protagonistas de um julgamento, como Juízes, Advogados, funcionários e Representantes do Ministério Público, agem como outros profissionais que lidam com a vida humana: imparciais, frios, insensíveis, apenas cumprindo o seu dever, como umfuncionário público deve ser, afinal é assim que reza o principio da imparcialidade estatal.

Alguns até discordam do sistema, como é o caso da defensora pública que meio frustrada, em conversa informal afirma que só os “pé-de-chinelo” são presos, como a mulher que furtou 03 óleos de pele de um supermercado, etc. Mas é apenas um desabafo, submete-se a lei e a obedece rigorosamente.
Outros parecem“incorporar” plenamente o Poder que representam, como é o caso da Juíza que é promovida a desembargadora e que assume com muito orgulho e contentamento, em condecoração solene perante a elite estatal do Poder Judiciário. A mudança inclusive de toga é motivo de orgulho, representa um sonho, um objetivo, uma conquista.

A disparidade social é tão visível quanto à realidade de cada envolvido, enquantoos envolvidos com os crimes direta e indiretamente, são oriundos, em sua maioria absoluta, de habitantes de subúrbios, de favelas, de baixa renda ou de pessoas que estão até mesmo abaixo da linha de pobreza, cujas famílias são desestruturadas, de poucas oportunidades e com baixo nível educacional, os outros, aplicadores da lei, estão no outro extremo, vivem confortavelmente, têm poder aquisitivosuperior, famílias bem estruturadas do ponto de vista social e nível educacional elevado.

Apesar disso, os parentes dos réus, sofrem tentando entender o que aconteceu, onde falhou, porque seu filho, seu irmão, seu sobrinho está em tal situação? Choram, sofrem, tentam juntar documentos a fim de provar a inocência alegada pelo réu, que muitas vezes nem inocente é.

E a Religião? É o...
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