Comentario a um artigo de luiz

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Trabalho individual para avaliação

No âmbito do Doutoramento em Didáctica da Matemática, pela Universidade da Beira Interior foi solicitado um trabalho individual para avaliação a partir da leitura do livro “A aventura de um matemático no mundo da comunicação”, de Luiz Barco, caracterizando este autor quanto à sua perspectiva relativamente à Matemática, tendo em conta algumas directrizesque serão abordadas de seguida.
Ao longo da história, a Matemática mostrou ter, nos seus elementos, a lógica e a intuição, a análise e a construção, a generalidade e a particularidade. Ainda que outros aspectos possam ser encontrados, é, principalmente, a relação entre esses componentes e a busca da sua articulação o que constitui a vida, a utilidade e o valor da Matemática. A formadedutiva e formalizada é uma das metas da Matemática, no entanto, a intuição e a construção lógica, isto é, a construção baseada em coerência de raciocínio e sem contradições, são elementos essenciais no processo de produção matemática.
A produção do conhecimento matemático pode ser caracterizada por algumas etapas. A fase inicial, a “logicista”, tinha por base reduzir a Matemática à aplicação dalógica. A seguinte é a “intuicionista”, também chamada de ingénua, na qual os enunciados são considerados verdadeiros ou falsos com base apenas nas evidências intuitivas. Essa é considerada a fase da descoberta. A fase seguinte, a “construtivista”, é a fase da construção, da organização sistemática das definições e resultados com o objectivo de axiomatização. Nesta fase são discutidos eesclarecidos os resultados, a sua consistência e a interrelação. A fase subsequente é a fase “formalista”, na qual as regras da demonstração são esclarecidas e os resultados são formalizados em linguagem precisa e formal. Modernamente considera-se também importante a última fase, a “falibilista”, para um sistema matemático, ou seja, a prova da consistência lógica através da refutação e correcção de teoriase pelo melhoramento de conjunturas graças à especulação e a crítica. Actualmente, os pós modernistas, ou “quasi-empiricistas”, acentuam a necessidade de compreender a Matemática como ciência tendo em conta as práticas reais, valorizando desenvolvimentos históricos, a possibilidade de erro matemático, as explicações ou comunicações entre os matemáticos e também a utilização dos computadores.A Matemática é, assim, difícil de definir e esta dificuldade agrava-se quando se reconhece que ela não tem permanecido igual a si própria ao longo dos tempos e houve um grande processo de evolução constante onde se detectaram mudanças profundas em alguns dos seus aspectos mais essenciais.
O ensino da Matemática não é, por isso, uma questão pacífica, pois há diversas respostas dependendodas finalidades da educação, variando estas consoante os contextos sociais, políticos e culturais onde a questão é colocada e que se relacionam com as perspectivas psicológicas e sociológicas.
No capítulo “A Matemática não foi feita para chatear ninguém” o autor questiona o modo como se ensina a Matemática. Interroga-se sobre o facto de uma ciência tão bela poder ser encarada como umsacrifício desde o ensino básico, tendo em conta que o ensino da mesma é geralmente efectuado de uma forma mecanicista, monótona e desmotivadora.
Luiz Barco defende um ensino com uma vertente lúdica, que estimule o desejo de aprender Matemática através de jogos ou quebra-cabeças, aplicando e desenvolvendo conhecimentos lógicos. Um ensino eficaz deve proporcionar aos alunos uma melhor compreensãodas ideias matemáticas, ao mesmo tempo que se conseguem melhorar as suas competências de cálculo, preocupando-se em utilizar métodos adequados para que os alunos possam ter um papel activo na aprendizagem.
O autor considera, desta forma, a Escola “uma prateleira de utilidades”, na qual o ensino deverá estar direccionado para a eficiência, para a capacidade de aprender, pesquisar e...
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