Comentario sobre o conto suje-se gordo

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  • Publicado : 17 de fevereiro de 2013
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Analise do Conto o Enfermeiro de Machado de Assis

O conto o enfermeiro se inicia com uma pergunta que introduz o conto, convocando o leitor a participar, refletir e questionar a essência moral e os valores humanos na realidade apresentada. A intriga é manejada por meio de uma desconversa filosofante e ambígua, por conversas retóricas em que o narrador zomba do leitor menos entendido. Arealidade no conto é volúvel à medida que o narrador elabora uma visão pessimista, amarga e melancólica da existência. No ato narrativo, instaura-se uma desproporção entre o ser e o parecer, isto é, verdade x mentira, face às enganosas máscaras sociais por meio de um ponto de vista futurístico em que o autor será defunto autor que será defunto, no momento em que seu testamento confessional for lido,pois o narrador é caracterizado como protagonista salienta o mascaramento do foco narrativo sempre com vistas a manipular o leitor de maneira debochada e zombeteira. O aspecto técnico do conto não é onisciente a visão de mundo do narrador-personagem escondendo atrás do foco narrativo falando diretamente ao leitor.
Nota-se no desenvolvimento do enredo, que o protagonista Procópio da ênfase numflagrante cuidadosamente narrado, uma cena que envolve tensão e arma o nó dramático num determinado momento da insossa vida do enfermeiro, onde a fatalidade determina o episódio decisivo. Com efeito, o narrador-protagonista omite quase tudo anterior aos 42 anos, a agosto de 1859. O referencial cronológico é apresentado pela lua de mel de sete dias; três meses convividos com o patrão; noite doassassinato até o amanhecer; o dia do enterro; passagem de dias; duração do inventário; passagem de alguns meses.
O clímax ocorre na à noite do crime, de se estabelece uma simetria estrutural em que o narrador para diante da alucinação, delírio, temor e remorso. Quanto ao espaço, notam-se dois núcleos que se desenrolam no decorrer da narrativa, um é a cidade de Niterói, onde Procópio trabalha comocopista em uma igreja e a vila do interior, para onde o protagonista se desloca para ser enfermeiro do coronel Felisberto. Os ambientes diversos são apresentados no percurso da narrativa como a casa do coronel onde se estabelece a dependência mútua; agressões verbais e físicas, quarto do coronel que ocorre luta e assassinato, sala contígua ao quarto do coronel ambiente de alucinação, delírio, temor eremorso, na sala mortuária ocorrem à manifestação inicial das enganosas aparências sociais, na rua podemos observar o crescimento do receio de punição, no Rio de Janeiro desassossego; adaptação à nova realidade de herdeiro universal, na vila do interior ocorre à mudança de personalidade em função das máscaras sociais burguesas.
No desfecho, o texto apresenta uma a estrutura social baseada emprivilégios onde a o ser humano é corrompido pelo dinheiro pondo em relevo a ganância do lucro, egoísmo,calculismo e os prestígio sociais além da transformação do homem em instrumento do dinheiro.

Análise
O conto, O enfermeiro é narrado em 1º pessoa pelo protagonista-narrador Procópio. Ele é convidado a cuidar de um velho enfermo, o coronel Felisberto, homem muito rude, o qual acaba sendomorto "acidentalmente" por Procópio. Essa obra literária começa com Procópio, já velho e à beira da morte, narrando a sua história sobre os meses infernais que passara ao lado do coronel, como se pode verificar no trecho que segue:

"Parece-lhe que o que se deu comigo em 1860, pode entrar numa página de livro? Vá que seja, com a condição única de que não há de divulgar nada antes da minha morte.Não esperará muito, pode ser que oito dias, se não for menos; estou desenganado. Olhe, eu podia mesmo contar-lhes minha vida inteira, em que há outras cousas interessantes, mas para isso era preciso tempo, ânimo e papel, e eu só tenho papel; o ânimo é frouxo, e o tempo assemelha-se à lamparina de madrugada (...) Não tarde o sol do outro dia, um sol dos diabos, impenetrável como a vida. Pediu-me...
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