Codigo da vida

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  • Publicado : 25 de junho de 2012
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Código da Vida de Saulo Ramos






















No livro escrito por Saulo Ramos "Código da Vida", para cativar o leitor ele narra paralelamente à sua própria história e suas ponderações, as dificuldades e deslindes de um misterioso e complexo caso, no qual atuou como advogado.

É impactante uma senhora acusa o ex-marido de praticar atos obscenos comos próprios filhos menores e propõe contra ele ação judicial para extinguir seu direito de ver as crianças. O juiz concede medida liminar e proíbe o pai a ter qualquer contato com os menores. Desesperado, o pai procura um advogado, que se recusa a defendê-lo. A prova é cruel: uma gravação. Os filhos contam atos terríveis e imorais que foram forçados a praticar.

Ameaçando suicidar-se,o cliente pede socorro no escritório de Saulo Ramos. Ele e seus companheiros aceitam a causa. Começa neste instante uma fantástica e emocionante história de conflitos incríveis. Ódio, psicose e amor, atuação de um Magistrado excepcional e de um Curador de Família exemplar, expoentes do Judiciário brasileiro. Advogados trabalhando como detetives, batalhas de inteligência, raciocínio, jogos dededuções, enigmas que atormentam os profissionais do direito, mas eles sabem como resolvê-los.

Devido à morosidade no andamento dos processos judiciais e a dificuldade na cuidadosa produção de provas, permite que Saulo Ramos jogue com o tempo virtual e assim interrompe a narração em vários pontos, aproveitando para contar fatos da vida pública de nosso país, alguns dos quais osbrasileiros não conhecem em seus detalhes. A obra apresenta uma aura de autobiografia, sempre arraigada em interessantes e relevantes fatos da recente história política do Brasil, além de divagações variadas sobre temas internacionais e algumas abstrações.

Nos comentários políticos e jurídicos, o livro é bastante ácido e impiedoso com certas figuras de nossa história, principalmente comalguns indivíduos que integraram e integra diversas posições no Poder Judiciário brasileiro.

É óbvio que essas passagens que abusam das críticas são as mais divertidas do livro, além de serem igualmente deleitosas as reflexões de Saulo Ramos sobre as enraizadas mazelas causadas pela corrupção em nosso país, que apenas se repetem em novos episódios com o passar dos anos como somosforçados a concluir com a exposição constante no "Código da Vida". Ele descreve as espantosas circunstâncias em que tudo isso se deu, algumas cheias de mistérios, que até hoje não entendemos.

No livro ele relata com todos os detalhes, que foi um menino pobre do interior de São Paulo, começou a vida como caminhoneiro, ingressou no jornalismo e, depois, na advocacia pela mão de um gênio:Vicente Ráo, por meio de uma intriga urdida por um grande poeta, Guilherme de Almeida. A advocacia foi seu sarcedócio, sua desgastante e suave obsessão, foi um longo caminho, com muitas pedras no caminho, inclusive as atiradas contra ele, conforme ele cita neste livro. No trajeto, porém, conheceu Jânio Quadros, bebendo caipirinha num bar do Guarujá, e depois, presenciou a tragédia de sua renúncia àPresidência da República, o que resultou em regime militar durante 21 anos.

Fatos e coincidências vão acontecendo, conhece Mário Covas, lança-o a pedido de Jânio, candidato a prefeito de Santos, perdendo a eleição, o candidato eleito morre antes da posse, com isso ele enfrenta mais uma demanda judicial contra a investidura do vice, vinte e um anos depois, ocorre caso semelhantecom a doença de Tancredo Neves, e vem a oposição à posse de José Sarney, novamente, Mario Covas e ele envolvido pelo destino no desate da questão, ele de um lado, Mário do outro. Saulo Ramos estranha à coincidência de estar lá vivendo tudo como a 21 anos sem conseguir desvendar a codificação que esses fatos desenham em sua vida.

Aproveitou para narrar, sem quebra de ética,...
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