Codigfo da vida

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Parte I
1. Notas sobre Maquiavel

1.1 Elementos da política
O primeiro elemento é que governados e governantes, dirigentes e dirigidos existem realmente, toda ciência e arte da política se baseia nesse fato primordial, irredutível, a partir disso, é preciso ver como dirigir do modo mais eficaz, como preparar da melhor maneira possível os dirigentes. Por outro lado, é preciso distinguiras linhas de menor resistência, ou linhas racionais, para obter a obediência de dirigidos e governados.
É preciso, ter sempre em mente que a divisão entre governados e governantes, embora remonte a uma divisão em grupos sociais, existe, sendo as coisas como são, mesmo dentro do mesmo grupo e mesmo que esse grupo seja socialmente homogêneo, de uma certa forma, podemos dizer que essa divisão é umacriação da divisão do trabalho, até no mesmo grupo existe a divisão entre governados e governantes, é justamente nesse terreno, em que ocorrem os “erros” mais graves, que se manifestam as incapacidades mais criminosas e mais difíceis de corrigir.
Uma vez aceitos os princípios do próprio grupo, não só a obediência será automática e virá sem nenhuma demonstração de “necessidade” e racionalidade, édifícil extirpar dos dirigentes o “cadornismo”, isto é, a convicção de que uma coisa será feita só porque um dirigente acha justo e racional que seja feita: se nada acontece, joga-se a culpa em quem “deveria ter feito”, o senso comum mostra que a maior parte dos desastres coletivos acontece porque danos inúteis não foram evitados e o sacrifício e a vida das pessoas não foram levados emconsideração. Uma vez colocado o principio de que existem dirigidos e dirigentes, governados e governantes, é verdade que os “partidos” têm sido até agora o modo mais adequado de elaborar a capacidade de dirigir e os próprios dirigentes.

1.2 O partido político
Para que um partido exista é necessária a convergência de três elementos fundamentais: 1- um elemento difuso de homens comuns, médicos, cujaparticipação é dada pela disciplina e pela fidelidade e não pelo espírito criativo e altamente organizativo, eles constituem uma força na medida em que houver quem os centralize, organize, discipline. 2- o elemento principal de coesão que centraliza no plano nacional, que torna eficiente e potente um conjunto de forças, esse elemento é dotado de força altamente coesiva, centralizadora edisciplinadora. 3- um elemento médio, que articule o primeiro com o segundo, que os coloque em contato não só “físico”, mas moral e intelectual.
Depois dessas considerações , podemos dizer que um partido não pode ser destruído por meios normais quando o segundo elemento – cujo nascimento é ligado à existência de condições materiais objetivas, mesmo em um estado disperso errante.

1.3 Industriais eproprietários de terras
Os grandes industriais se servem, de todos os partidos existentes, mas não têm partido, o partido dos grandes industriais é o partido dos proprietários rurais, eles sim, têm um partido próprio e permanente. É inegável que os proprietários rurais são “politicamente” mais bem organizados que os industriais, mais atraentes para os intelectuais, mais “permanentes” em suas diretivas.04
Em geral, podemos dizer que, nessa história dos partidos, a comparação entre os vários países é das mais instrutivas e decisivas para encontrar as causas de transformação, mesmo nas polêmicas entre partidos dos países “tradicionalistas”, onde estão representadas “amostras” de todo o “catálogo” histórico.

1.4 Alguns aspectos teóricos e práticos do “economicismo”
Economicismo é omovimento teórico pela livre iniciativa, sindicalismo teórico. Segundo a polêmica de Einaudi Croce sobre o novo prefácio do volume sobre o Materialismo Storico: a literatura de história econômica, que tem origem na economia clássica inglesa, fosse levada em consideração, pode ser satisfeita neste sentido: essa literatura, através de uma contaminação superficial com a filosofia da práxis,...
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