Cisticercosi bovina um Mal silencioso

555 palavras 3 páginas
Fonte: http://www.agrosoft.org.br/agropag/216108.htm
Cisticercose bovina: Um mal silencioso noticias :: Por Editor em 11/11/2010 :: imprimir pdf enviar celular

As mesmas fontes fundamentais para a vida do bovino podem transmitir uma doença seríssima. Água, pastagem e alimentos contaminados são portas de entrada para o animal contrair a cisticercose, uma doença silenciosa com a qual o bovino não tem nenhum sintoma e que só é percebida após o abate. Além de prejuízo ao produtor, o problema causa danos à saúde humana.

A cisticercose bovina atinge 5% de todo o rebanho que é abatido no país. Os seres humanos são os principais transmissores da doença, que tem um dado alarmante: segundo a Organização Panamericana de Saúde (Opas), em média cerca de 3% da população brasileira está infectada, e este número pode ser muito maior em algumas regiões.

No homem, o parasita, conhecido como solitária ou taenia saginata, causa uma verminose que libera cerca de 800 mil ovos junto com as fezes. Se esses ovos vão para o ambiente, contaminam águas de rios, lavouras irrigadas, represas, reservatórios, pastagens. Quando os bovinos bebem a água ou se alimentam de fontes de infecção contaminados, o parasita se instala em forma de cistos ou cisticercos na carne, a mesma que servirá de alimento para o homem. Sem perceber, o homem ingere os cisticercos que amadurecerão no intestino formando uma nova solitária (ou tenia), dando início a um novo ciclo.

"No animal há risco de morte e o diagnóstico só é realizado no abate, quando o cisto é encontrado durante a inspeção sanitária. Os prejuízos ao produtor podem chegar a perda total da carcaça, descontos no valor da arroba que variam de 20% a 50%, de acordo com os critérios estabelecidos pelo frigorífico. É proibida a exportação e às vezes o desconto é de 100%, quando a carcaça vai para a graxaria", alerta o médico veterinário da Ourofino Ingo Mello.

O cuidado contra a cisticercose deve começar assim que os animais

Relacionados