Cisticercose

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  • Publicado : 11 de agosto de 2012
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sinais e sintomas

Uma característica marcante da cisticercose é não possuir sintomas próprios. Mas em alguns casos, pode provocar miosite acompanhada de febre quando ocorre invasão da musculatura pelos cisticercos, podendo levar a casos de hipertrofia ou atrofia muscular e até fibrose, além de cãibras e fadiga muscular. Quando no músculo cardíaco, provoca palpitações e dispnéia.Na região subcutânea, os cisticercos criam nódulos que podem ser facilmente palpados.

Na região ocular, dependendo da localização pode provocar dificuldades visuais, edema na retina, hemorragias e até deslocamento de retina. Quando o cisticerco se instala na região anterior do globo ocular, causa inflamações e logo desperta a atenção do paciente. Quando na conjuntiva do olho, pode provocarconjuntivite. Outro importante foto a ser relatado é que o nervo óptico pode ser atingindo pelo cisticerco o que gera atrofia deste nervo o que pode levar à cegueira.

No Sistema Nervoso Central, os principais sintomas são as crises convulsivas, principalmente na forma paraquimentosa, visto que o cisto provoca a formação de um granuloma no parênquima cerebral o qual é responsável pelaepilepsia. Contudo, outros sintomas também podem ocorrer, como: cefaléia intensa, vômitos em forma de jato, papiledema, sinais no trato piramidal, deterioração intelectual, marcha atáxica, episódios psicóticos, diplopia, vertigens, paralisia de nervos cranianos e distúrbio de comportamento. Quando o cisticerco atinge meninges e ventrículos cerebrais (forma meningea e intraventricular) poderá causarinflamações das meninges e obstruir os forames ventriculares, o que gera casos como hidrocefalia podendo levar até a casos de morte súbita.


tratamento


Nos pacientes com neurocisticercose calcificada, a administração de um anticonvulsivante (carbamazepina ou fenitoìna) melhora o prognóstico da maioria dos casos., Já em casos em que os cistos ainda são viáveis, o uso do anticonvulsivantetem que ser associado à um cesticida. Nesse sentido, um estudo com 203 pacientes com epilepsia secundária à neurocisticercose, documentou-se uma relação direta entre o uso dos fármacos cisticidas e o controle adequado das crises, uma vez que 83% dos pacientes que receberam estas drogas permaneceram livres das crises, ao passo que apenas 26% daqueles sem tratamento cisticida ficaram livres das mesmasao final do seguimento( VERONESI , 1683).

O tempo de tratamento ainda è uma questão controversa. O percentual de recidiva de crise após a suspensão da medicação, em pacientes que ficaram sem crises por dois anos, foi de 50%.

Os corticosteróides também são utilizados com freqüência em pacientes com neurocisticercose. Por exemplo, altas doses de dexametasona são muito válidas para tratararacnoidite crônica e na encefalite cisticercosa, pois reduzem o edema cerebral, preservando a função dos nervos ópticos. Administrar corticosteróides e drogas cisticidas em pacientes com cistos no parênquima encefálico è questionável, não se sabe ainda ao certo a eficácia dessa associação. Entretanto, em casos de efeitos colaterais causados pela destruição dos parasitas no sistema nervoso central, ouso dessas drogas diminui esses sintomas. Mas afim de se evitar o uso rotineiro de esteróides essas manifestações colaterais podem ser evitadas com o uso de analgésicos e antieméticos.

Em relação ao tratamento cisticida, o praziquantel, uma isoquinolona com ação antiparasitária potente, leva ao desaparecimento de 60% a 70% dos cistos parenquimatosos depois de um curso de 15 dias de tratamentona dose de 50 mg/Kg/dia. Outro medicamento utilizado nesse tratamento è o albendazol, um benzoimidazólico. Sua posologia são doses diárias de 15 mg/kg durante oito dias. Em geral o albendazol destrói 75% a 90% dos cistos parenquimatosos, sendo eficaz também nos casos de cistos menìngeos e ventriculares. Diversos estudos evidenciam a superioridade terapêutica do albendazol, quando comparado ao...
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