Cintep

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CINTEP – Centro Integrado de Tecnologia e Pesquisa

DISCIPLINA: Espaço Territorial Rural e Urbano

PROFESSORA: Dra. Valéria Raquel Porto de Lima

EQUIPE: Aluizio Washington

Amália Leite Pereira

Camila Maria R de Sousa

Carla Fabiana S Albuquerque

Heloísa Helena de Melo A Guedes




Maria Edna Freire CabralPROCESSO DE MODERNIZAÇÃO DO CAMPO PARAIBANO











JOÃO PESSOA, SETEMBRO DE 2012

INTRODUÇÃO



Na década de 1950 iniciou-se, no Brasil, o processo de modernização do campo, que se acentuou a partir da década de 1960 principalmente nas regiões Sul e Sudeste e expandiu-se para outras regiões, sobretudo a partir da década de 70, trazendo um considerável aumento naprodução agrícola, acentuando a exportação e contribuindo para um crescimento a economia nacional. Porém, causou grandes impactos ambientais em detrimento do uso de produtos tóxicos sem os cuidados necessários, além de contribuir para o desemprego no campo e consequente êxodo rural.

O conceito de modernização da agricultura varia entre os diversos autores que abordam o tema, uns consideramapenas as modificações na base técnica e outros levam em conta todo o processo de produção, uso intensivo de equipamentos e técnicas, tais como máquinas e insumos modernos, sendo assim, a mecanização e tecnificação da lavoura.

A verdade é que a modernização da agricultura segue os moldes capitalistas e tende a beneficiar apenas determinados produtos e produtores, tendendo a fortalecer amonocultura. Com a modernização ocorre o que vários autores denominam de “industrialização da agricultura”, tornando-a uma atividade nitidamente empresarial, abrindo um mercado de consumo para as indústrias de máquinas e insumos modernos, assim a agricultura etá cada vez mais ligada à indústria.

Na década de 1960 esse processo implanta no país um setor industrial voltado para a produção de equipamentose insumos par a agricultura, passando de uma agricultura tradicional, praticada por meios rudimentares para uma agricultura totalmente mecanizada, com essa modernização do setor agrário forma-se um Complexo Agroindustrial. Porém esse crescimento não se deu de forma rápida como era esperado. Isso levou na década de 1970, a representar o maior desenvolvimento do setor agrário e a agricultura passoua responder os anseios da sociedade urbana-industrial.

Sobre essa questão, Gonçalves Neto (1997, p. 78), ressalta que:

A década de 70 assistirá uma profunda mudança no conteúdo do debate. Impulsionada por uma política de créditos facilitados eu se inicia na segunda metade dos anos 60, pelo desenvolvimento urbano-industrial daquele momento, que se convencionou chamar deum “milagre brasileiro”, a agricultura brasileira não apenas respondeu as demandas da economia, como foi profundamente alterada em sua base produtiva. O maciço crescimento do uso da tecnologia mecânica, de defensivos e adubos, a presença de assistência técnica, o monumental êxodo rural, permite dizer que o Brasil mudou e o campo também.

Com as “crises do petróleo”, ocorridas na década de1970, novo desafio foi lançado para a agricultura. Seria necessário, além de alimentos e divisas, produzir uma alternativa energética ao petróleo. Nasce, assim, a ambiciosa proposta do Proálcool e a cana-de-açúcar passa a requerer maior espaço para a sua produção. Observou-se a partir da instituição do Proálcool, em 1975, uma rápida substituição dos espaços rurais para a produção de alimentos, por umaprodução cada vez maior de cana-de-açúcar e de outros produtos para o mercado externo. Isso ocorreu no território paraibano, porém com mais intensidade na mesorregião da Zona da Mata paraibana. Com a ajuda também da Sudene.

Um outro fator que influenciou na modernização do campo paraibano, foi a crise dos anos 80 que provocou o retardamento do Proálcool, e da atividade algodoeira , além dos...
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