Cinquenta anos da cepal

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  • Publicado : 18 de março de 2013
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RESENHA

Essa artigo relata sobre os textos escolhidos e alguns pensamentos de autores que escrevem sobre o desenvolvimento dos países subdesenvolvidos, esse livro é uma comemoração aos cinquenta anos da CEPAL, a qual é uma instituição (não acadêmica) responsável pela análise da realidade econômica e social latino-americana, sendo um centro de informações sobre essas situações para o mundo. ACEPAL tem como princípio de implementar ou apoiar a ideia da necessidade da contribuição do Estado ao ordenamento do desenvolvimento econômico nas condições da periferia latino-americana, o seu público alvo são os “policy-makers”, ou seja, os decisores políticos. A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) foi criada em 25 de fevereiro de 1948, pelo Conselho Econômico e Socialdas Nações Unidas (ECOSOC), e tem sua sede em Santiago, Chile.
Esta obra destaca as duas principais característica do pensamento da CEPAL. A primeira é que os pensamentos e as análises têm que renovar constantemente em prol da adaptação do contexto histórico, apresentando quatro traços analíticos aos cinco decênios. O enfoque histórico-estruturalista é baseado na ideia da relaçãocentro-periferia, referindo ao método utilizado; a análise da inserção internacional e análise dos condicionantes estruturais internos referem a áreas temáticas, a primeira análise é sobre o crescimento e progresso técnico e a segunda referindo as relações entre o emprego e a distribuição de renda; e a última análise e das necessidades e possibilidade de ação estatal.
A Cepal apresenta cinco fases: Origens eanos 1950: industrialização; anos 1960: “reformas para desobstruir a industrialização”; anos 1970: reorientação dos “estilos” de desenvolvimento na direção da homogeneização social e na direção da industrialização pró-exportadora; anos 1980: superação do problema do endividamento externo, via “ajuste com crescimento”; anos 1990: transformação produtiva com equidade.
Os principais autores queinfluenciam na CEPAL fizeram parte dela também tanto na sua presença como em suas obras clássicas, como Aníbal Pinto e seu livro Chile: um Caso de Desarrollo Frustrado (1956), Celso Furtado (1959) e sua obra Formação econômica do Brasil, e Aldo Ferrer (1979) com seu livro La Economia Argentina.
O autor divide em dois tipos as economias subdesenvolvidas latino-ameriacana, o modelo de crescimentoprimário-exportador, hacia afuera, ao modelo urbano-industrial, hacia adentro, a transição que se entendia-se repousar sobre a condição de que o processo produtivo se movia sobre uma estrutura econômica e institucional subdesenvolvida herdada do período exportador. O enfoque histórico é a teoria “estruturalista” do subdesenvolvimento periférico de Prebish, essa perspectiva tem o conceito no centro dasanálises como consequência direta do objeto de reflexão a que a instituição propõe, ou seja, é um enfoque orientado pela busca de relações diacrônicas, históricas e comparativas, que presta-se mais ao método “ indutivo” de que a uma heurística positiva”.
Através do estudo do estruturalismo que a CEPAL define o seu enfoque histórico, aonde abriga um método de produção de conhecimentoprofundamente atento para o comportamento dos agentes sociais e da trajetória das instituições, que tem o maior proximidade a um movimento indutivo do que os enfoques abstrato-dedutivos tradicionais. Portanto o pensamento cepalino tem a capacidade de acomodar a evolução dos acontecimentos, através da contínuas revisões em suas diversas interpretações, ao mesmo tempo, que parte da investigação cepalina é umareflexão crítica numa visão introspectiva sobre seus próprios desenvolvimentos analíticos. A análise cepalina tem como um de seus instrumentos básicos a didática do contrate entro o modo com que o crescimento, o progresso técnico e o comércio internacional ocorrem nas estruturas econômicas e sociais dos países “periféricos” e o modo como ocorrem nos países “cêntricos”.
A CEPAL diferencia duas...
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