Cienencia sociais

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  • Publicado : 4 de abril de 2012
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INTRODUÇÃO
O objetivo deste texto é apresentar contribuições para a análise do processo de renovação do Serviço Social durante a Ditadura Militar ocorrido no Brasil no período de 1964 a 1985 e a redemocratização na década de ‘80, pois este momento histórico brasileiro reflete muitas concepções a serem debatidas. A análise da reconceituação tornou-se um desafio para os pesquisadores devido assuas várias razões, motivos e aspectos, pois resgata o desenvolvimento, o funcionamento e o fim do sistema ditatorial burguês como um todo.

O espaço de tempo que é sustentado pela duração da Ditadura Militar determinou um período que se traduz de extrema importância na evolução do Serviço Social no país. Pode-se sustentar com segurança que esse momento histórico restringe uma etapa dodesenvolvimento da profissão nas quais refletem de modo imediato e indireto, uma falta de opinião em momentos anteriores de sua história com exceção da transição do Serviço Social durante as décadas de ’30 aos ’40, ou seja, o surgimento da profissão no cenário brasileiro. Sob a ótica profissional, a renovação do Serviço Social torna-se a expressão mais característica desse momento político do país. No campo daqualificação e funcionalidade representativa, alteram-se muitas demandas do exercício profissional e de sua colocação no mercado de trabalho; sofrem-se modificações na formação dos quadros técnicos; e as referências teóricas, ideológicas e metodológicas recebem influências consideráveis. Este novo modo de lidar com essas novas determinações ordena, especialmente, uma distinção e uma resignificaçãoda profissão sem antecedentes na sua própria história. Durante a década de ’80, a liderança do Serviço Social apresenta de forma contraditória e simultânea, correntes construídas durante a formação profissional desde a sua origem: a mudançista, o conservadorismo e a intenção de ruptura. A partir da década de ’80, com a abertura política no Brasil, o serviço social apresenta-se eclética no seupensamento ideológico, mas o marxismo se afirma como o pensamento mais hegemônico e crítico à realidade política e social brasileira.

A RENOVAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL SOB A DITADURA MILITAR

O estabelecimento e as novas situações impostas pela ditadura militar burguesa contribuem para as bases histórico-sociais do Serviço Social e antecipam uma lista de portadores que se desenvolvem a partir da segundametade da década de ’50 para a perda da tradicional prática conservadora do exercício profissional anteriores à ditadura. Pois o avanço da industrialização no cenário econômico e social ocorrido no final da década de ’50, ampliava as demandas de intervenção na “questão social” que se desenvolveu e incrementou-se às práticas profissionais concretizadas nas intervenções de abordagem individual e degrupo e o desenvolvimento da abordagem de comunidades. Essa elevação teórica e interventiva se fazem em sintonia com a nova realidade social, provocando mudanças significativas no desempenho do profissional para questões mais amplas na sociedade. Mesmo que ainda acrítico e não manifestando rompimento com o tradicionalismo, permitiu uma pequena abertura num espaço de questões microssociais. Oassistente social foi inserido em equipes multiprofissionais, elevando o status da profissão nos quadros administrativos e decisórios do Estado.

O cenário político brasileiro contribuía para o novo processo profissional dado pela era do desenvolvimentismo. O Desenvolvimento de Comunidades se desenvolvia porque a questão social no Brasil exigia uma intervenção técnica mais ‘eficiente’ e ‘qualificada’.O assistente social desejava sair da condição caritativa para ‘agente de mudança’, o “II Congresso Brasileiro de Serviço Social”, realizado no Rio de Janeiro, 1961, exprime como o serviço social exalta a intervenção no desenvolvimento de Comunidades como a forma mais eficaz para atender as demandas da sociedade brasileira. A crise no serviço social ‘tradicional’ apenas se apresenta como...
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