Ciencias dos materiais callister

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  • Publicado : 28 de abril de 2012
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Fatigados e cansados, mas com sorrisos triunfantes, sentaram em vol¬ta da fogueira, congratulando um ao outro. Saphira gritou jubilan¬te, o que assustou os cavalos. Eragon olhou fixamente para as cha¬mas. Estava orgulhoso por terem percorrido quase trezentos quilô¬metros em cinco dias. Era um feito impressionante, até mesmo para uma pessoa perita em montaria, que trocasse de cavalos comregularidade.
“Estou fora do Império”. Era um pensamento estranho. Ele nasceu no Império, viveu a vida toda sob o domínio de Galbatorix, perdeu seus amigos mais chegados e seus familiares para os servos do rei e quase mor¬reu, várias vezes, sob o governo dele. Agora, Eragon estava livre. Ele e Saphira não precisariam mais se esquivar dos soldados, evitar cidades ou esconder quem eles eram. Era umaconquista agridoce, pois o custo foi a perda do mundo que ele tinha.
Eragon olhou para as estrelas no crepúsculo. E embora o sonho de estabelecer um lar na segurança do isolamento fosse algo que o agradasse, havia testemunhado coisas erradas em demasia, cometidas em nome de Galbatorix, desde assassinatos à escravidão, para dar as costas para o Im¬pério. Agora não era apenas o seu desejo de vingança,pela morte de Brom e de Garrow, que o incentivava. Como Cavaleiro, era dever dele ajudar aqueles que não tinham força para resistir à opressão de Galbatorix.
Com um suspiro, deixou seus pensamentos e passou a observar a elfa deitada ao lado de Saphira. A luz alaranjada do fogo deu uma aparência mais quente a seu semblante. Sombras delicadas dançavam sob as maçãs do rosto. Enquanto observava, umaidéia foi lhe ocorrendo lentamente.
Ele podia ouvir os pensamentos de pessoas e animais, e se comunicar com eles do modo que quisesse, mas isso era algo que não fazia sempre, com exceção de Saphira. Lembrou-se dos conselhos de Brom quanto a não violar a mente de alguém, a não ser que fosse absolutamente necessá¬rio. Exceto a vez em que tentou entrar na mente de Murtagh, evitava fa¬zer isso.
Naquelemomento, entretanto, ele pensava se seria possível fazer contato com a elfa em seu estado comatoso. “Eu poderia descobrir nas memó¬rias dela por que ela continua assim. Mas se ela se recuperar, será que vai me per¬doar por tamanha intrusão? ... Não importa, eu devo tentar. Ela está neste estado há quase uma semana”. Sem declarar suas intenções para Murtagh ou Saphira, ajoelhou-se ao lado da elfa ecolocou a palma da mão em sua testa.
Eragon fechou os olhos e esticou um fio de pensamento, como um dedo sondador, em direção à mente da elfa. Ele a encontrou sem dificul¬dade. Ela não era confusa e repleta de dor, como ele antecipava, era lúci¬da e límpida, como uma nota de um sino de cristal. De repente, uma adaga gelada fincou-se na mente dele. A dor explodiu atrás de seus olhos, com umaprofusão de cores. Retraiu-se por causa do ataque, mas notou que estava preso por uma mão de ferro, incapaz de fugir.
Eragon lutou o máximo que podia e usou todas as defesas que lem¬brava. A adaga entrou na mente dele de novo. Jogou suas próprias barrei¬ras na frente dela, de modo frenético, bloqueando o ataque. A dor foi menos excruciante do que a da primeira vez, mas atrapalhou sua concen¬tração. Aelfa aproveitou a oportunidade para esmagar as defesas dele sem piedade.
Um cobertor sufocante apertava Eragon de todas as direções, aba¬fando seus pensamentos. A força dominadora contraía-se lentamente, espremendo a vida para fora dele pouco a pouco, embora ele agüentasse, relutando em desistir.
A elfa apertou a mão de ferro ainda mais, como se quisesse apagá-lo como uma vela. Ele gritoudesesperadamente na língua antiga:
- Eka aí fricai un Shur'tugal! Sou um Cavaleiro e amigo! - O abra¬ço mortal não afrouxou seu aperto, mas a compressão parou e ela ema¬nou surpresa.
Um segundo depois, surgiu a desconfiança, mas sabia que ela acre¬ditaria; ele não poderia mentir na língua antiga. Contudo, embora tenha dito que era amigo, isso não significava que não quisesse fazer mal a ela. Pelo...
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