Cidades no caos

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  • Publicado : 18 de abril de 2013
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CIDADES (6)
As cidades representam o povo que as edifica. Sempre foi assim. Elas retratam a criatividade, a lógica, a inteligência, o senso estético e econômico presentes na mente da média dapopulação. Povos mais civilizados, mais instruídos, mais racionais produzem aglomerados humanos mais saudáveis, mais higiênicos e, por fim, mais coerentes. Os Romanos, há 20 séculos, construíam cidadessegundo um padrão superior às metrópoles existentes hoje no terceiro mundo, guardados os avanços tecnológicos atuais e, naquela época, levaram seus conhecimentos a todo o Império conquistado.
Quem tevea oportunidade de conhecer alguma cidade dos EUA ou do Canadá, vista do alto, no sobrevôo de um avião quando aterrisa (desce para aterrar) ou, modernamente, através do Google Earth, poderá confrontarcom o panorama aéreo que se vê nas cidades brasileiras e, então, entender o que significa estar à margem da civilização. Os países emergentes, com uma economia forte como a nossa, continuarão apertencer ao chamado terceiro mundo enquanto persistir a inoperância e a ineficiência dos Entes Públicos. Aliás, poderíamos definir como pertencente à terceira categoria aqueles países onde não funcionamou funcionam mal os Serviços Públicos, equivale dizer, onde o Executivo o Legislativo e o Judiciário deixam a desejar.
Não é fácil atinar o significado de síndrome do funcionalismo público, maspoderíamos dar um exemplo significativo. Lembro-me de ter lido, em minha juventude, algum livro, provavelmente da Vicki Baum, que relatava fatos da vida dos germano-judaicos residentes na Alemanha antes daGrande Guerra. Contava que, entre os hebreus, quando os filhos não tinham vocação para o comércio, para a música, nem para as finanças (finanças ou música), arranjavam logo um emprego público paraele. Naturalmente, somente esse fato (somente) não poderia explicar o mau funcionamento dos órgãos públicos mas, como preito a racionalidade, é preciso concluir que se uma determinada máquina funciona...
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