Cidadania e a sociologia

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  • Publicado : 25 de março de 2013
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a não-cidadania #4, por ssru
Por definição, “CIDADANIA” representa a qualidade ou estado de cidadão, o indivíduo que goza de direitos civis e políticos e que está sujeito a uma série de deveres perante o Estado. Por sua vez, o “ESTADO” define-se por uma nação politicamente organizada cujos órgãos governativos foram eleitos democraticamente.
Vem isto a propósito desta série de artigos a quedamos o rótulo de “não-cidadania”, querendo nós caracterizar situações ou determinados comportamentos envolvendo concidadãos que, sempre por vontade própria, transgridem nas suas obrigações e deveres para com a restante comunidade, certamente sem nunca quererem abdicar dos respectivos direitos.
Hoje pretendemos incluir os ‘graffitis’ e os rabiscos que fazem parte do mesmo grupo de“(s.m.) palavra,frase ou desenho, de carácter jocoso, contestatário ou obsceno, pintado em muro ou parede” (Porto Editora, Outubro 2004).


Largo do Duque da Ribeira - Está marcado o "território"?

Não nos perderemos em discussões inúteis e estéreis sobre a qualidade ou o estatuto artístico dos graffitis, porque temos uma noção sobre o significado de arte, cuja raiz foi maioritariamente construída pelasheranças genéticas e culturais deixadas pelos nossos progenitores, provavelmente as mesmas que, em linha condutora, deixaremos aos nossos filhos, se bem que outras variáveis contribuem e, quase sempre, enriquecem essa herança.

Diremos antes, que vários episódios concorrem para a maturidade de um indivíduo desde o seu nascimento, como o momento em que deixa de ser amamentado, o primeiro dia de aulas, apassagem à adolescência, o primeiro dia de trabalho, o dia do seu casamento, mas também o momento em se torna responsável por um espaço a que chama “CASA”, principalmente quando isso acontece como fruto do seu esforço e suor. Estas são algumas das situações que nos ajudam a perspectivar a nossa vida e que certamente nos ajudarão a perceber porque é que alguns de nós cidadãos, a maioria de nós,não risca no corpo, não danifica os livros da escola, não escreve nas portas dos WC’s, não vandaliza muros nem paredes da cidade onde vive (essa mesma!).
   
Da mesma forma, como mostrámos nos artigos anteriores deste tema, alguns concidadãos, uma minoria supomos, estacionam em passeios e passadeiras, cospem, urinam e enchem de lixo o espaço comum, poluem visualmente a Cidade com cartazes coladosindiscriminadamente em montras e fachadas de edifícios, em equipamentos e mobiliário urbano, sem sequer se interrogarem sobre o assunto, quantas vezes ameaçando violentamente quem os interpela para o erro cometido. Há quem chame a isto “DEMOCRACIA”!
 
Duvidamos do carácter contestatário da esmagadora maioria dos graffitis, pela simples razão que são imperceptíveis ou inteligíveis, semmensagem (se calhar até para os próprios), como também temos a certeza que é um falso argumento relacionar espaços e edifícios degradados com o aumento do vandalismo, uma vez que as paredes mais apetecidas são aquelas que acabaram de ser reabilitadas.

 
Na “Baixa do Porto” decorrem duas discussões paralelas mas conexas, uma sobre ‘elites e portuenses’, outra sobre ‘graffitis e tags’. Se bem que váriasvezes repetidas, é com grande interesse e acréscimo de argumentação que se sucedem e sempre lhes direccionamos a máxima atenção. Vão sendo apontados alguns caminhos, como este que nos remete para as antigas comissões de moradores, apagadas da memória colectiva pelo ‘Fantasma-Passado’, que agora perfere ‘condomínios privados’. Ainda que a proposta mostre ter condições para resultar, optamos sempre pormergulhar neste anonimato globalizante que nos destroça enquanto sociedade e enquanto comunidade solidária, onde não falamos a estranhos, nem aos que moram no mesmo prédio que nós, ou ao nosso lado!


Largo dos Lóios - Será este o incentivo ao comércio tradicional?

Subitamente, estas discussões foram interceptadas, de uma forma quase “mística”, por uma eoutra intervenções de um leitor...
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