Ciclovia de lazer

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  • Publicado : 25 de novembro de 2012
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INTRODUÇÃO
Se você é daqueles que quando ouvem falar em bicicleta como meio de transporte já pensa logo “no Brasil é impossível”, aí vai uma informação que pode fazê-lo rever sua opinião: a bicicleta é o veículo individual mais usado no país. A conta é fácil: a bicicleta é o meio de transporte próprio mais popular nos pequenos centros urbanos (municípios com menos de 50 mil habitantes), querepresentam mais de 90% das cidades brasileiras. Sendo o maior uso da bicicleta é para ir ao trabalho – e, depois, à escola. Além disso, a bicicleta pode ser mais rápida que o carro. Num engarrafamento na capital paulista, por exemplo, os automóveis andam de 5 a 8 quilômetros por hora, enquanto a bicicleta chega a 15.

Figura 1. Autoria: Fernanda Rappa
Em 1973, quando o mundo se assombrou dianteda primeira grande crise do petróleo, jornais da Holanda e Dinamarca publicaram fotos de seus respectivos reis andando de bicicleta, sob as manchetes: “Temos uma boa alternativa de transporte”. O Brasil demorou a se manifestar. E, diferentemente da Europa, onde os governos criaram espontaneamente espaços para ciclistas, tivemos que seguir um caminho mais parecido com o de São Francisco, nosEstados Unidos. Por aqui, tem-se aliado o cicloativismo – ações de pessoas comuns em prol do uso da bicicleta – ao diálogo com as autoridades. O importante, dizem os ativistas, é que essas duas partes são parceiras. 
Muitos países utilizam-se da bicicleta como principal meio de transporte, podemos ver na China, onde se estima que haja 500 milhões de ciclistas ativos, sendo 4 milhões somente na cidadede Pequim.

Figura 2. Autoria: Fernada Rappa
No Japão estima-se que 17% da mobilidade são feita por meio da bicicleta. O Japão apresenta 80 milhões de bicicletas. Esta é uma tendência mundial, podemos ver em países europeus e asiáticos esta iniciativa. É uma solução para o trânsito, em alguns casos, a bicicleta pode se tornar competitiva em comparação ao carro, diminuindo-se a velocidade davia, por exemplo.
Até mesmo Nova York executou um plano de ciclovias, seis anos após, 410 km de faixas para ciclistas foram adicionados às ruas, separadas e protegidas dos automóveis. Esta iniciativa pretende estimular uma maior utilização da bicicleta como meio de transporte, a diminuição da velocidade dos automóveis em algumas vias também fará com que a bicicleta se torne um meio mais competitivode locomoção.
Em 2004, o Ministério das Cidades lançou o Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta, uma “bússola” para municípios que pretendem ampliar o uso desse meio de transporte.
“Saímos de 99 para 276 municípios com algum tipo de via para bicicleta e saltamos de pouco mais de 600 para 2505 quilômetros de ciclovias, de 2003 para cá”, diz o diretor de Mobilidade Urbana do Ministériodas Cidades, Renato Boareto.

Comparado à Europa, é pouco. A Holanda tem um quinto do território de Santa Catarina e 14 vezes mais infraestrutura nesse campo que o Brasil.
Recentemente, o governo do Rio de Janeiro lançou o programa “Rio – O Estado da Bicicleta”.
“Começamos com um levantamento nos 92 municípios e estamos desenvolvendo projetos nos sete primeiros. Em Tanguá, onde a bicicletaresponde por 40% dos deslocamentos diários, planejamos quase 20 quilômetros de malha cicloviária”, diz o coordenador do programa, Leonardo Carvalho. 

Figura 3. Autoria: Fernada Rappa
O movimento também pode ficar animado no Distrito Federal. A perspectiva é que sejam construídos 420 quilômetros de ciclovias em dois anos, que se somarão aos 40 já existentes.
O maior inimigo da bicicleta é ocarro em alta velocidade. A ciclovia é uma boa opção para as avenidas em que a velocidade máxima permitida é superior a 60 quilômetros por hora. Ainda assim, não resolve de todo o problema: a cada dez acidentes com ciclistas, de oito a nove ocorrem nos cruzamentos. E é impossível construir uma ciclovia sem cruzamentos. 
A saída é mais óbvia do que parece: segurança no trânsito.
“Não dá para...
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