Ciclos economicos brasileiros

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UNIVERSIDADE NILTON LINS
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

NATÁLIA VIEIRA MARTINS

SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ESTRUTURAIS E ECONÔMICAS ENTRE OS CICLOS ECONÔMICOS BRASILEIROS

Manaus
2013
NATÁLIA VIEIRA MARTINS

SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ESTRUTURAIS E ECONÔMICAS ENTRE OS CICLOS ECONÔMICOS BRASILEIROS

Trabalho solicitado para obtenção de nota parcial, da disciplina Formação EconômicaBrasileira, sob a orientação do professor Walter Holanda.

Manaus
2013

A economia brasileira viveu vários ciclos ao longo da História do Brasil. Em cada ciclo, um setor foi privilegiado em detrimento de outros, e provocaram sucessivas mudanças sociais, populacionais, políticas e culturais dentro da sociedade brasileira.
O primeiro ciclo econômico do Brasil foi a extração do pau-brasil, madeiraavermelhada utilizada na tinturaria de tecidos na Europa, e abundante em grande parte do litoral brasileiro na época do descobrimento (do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte). Os portugueses instalaram feitorias e sesmarias (latifúndio) e contratavam o trabalho de índios para o corte e carregamento da madeira por meio de um sistema de trocas conhecido como escambo. Além do pau-brasil, outrasatividades de modelo extrativista predominaram nessa época, como a coleta de drogas do sertão na Amazônia.
O segundo ciclo econômico brasileiro foi o plantio de cana-de-açúcar, utilizada na Europa para a manufatura de açúcar em substituição à beterraba. O processo era centrado em torno do engenho, composto por uma moenda de tração animal (bois, jumentos) ou humana. O plantio de cana adotou o latifúndiocomo estrutura fundiária e a monocultura como método agrícola. A agricultura da cana introduziu a modo de produção escravista, baseado na importação e escravização de africanos. Esta atividade gerou todo um setor paralelo chamado de tráfico negreiro. A pecuária extensiva ajudou a expandir a ocupação do Brasil pelos portugueses, levando o povoamento do litoral para o interior.
Com o propósitoportuguês da produção de riquezas o dever na Colônia era produzir o máximo pelo menor custo possível. Desta forma, percebe-se, então, que a produção colonial se destina somente ao mercado externo, mas também aos mercados ligados à metrópole portuguesa, que indiretamente buscava o seu desenvolvimento. Assim, a especialização na produção de gêneros comerciais destinados ao mercado mundial, nas condiçõesda época mercantilista, demandava o uso de forças produtivas às quais correspondia ao trabalho escravo.
Já no final do século XVII, era evidente que os acordos assinados com o governo britânico não seriam capazes de solucionar a crise econômica decorrente da decadência da produção açucareira. As primeiras descobertas de ouro trouxeram de volta a esperança. Foi na região do Rio das Velhas ondese descobriu ouro de aluvião em quantidade compensadora. As bandeiras que atravessavam a região entre a Serra da Mantiqueira e as cabeceiras do Rio São Francisco tinham notado que os leitos e as margens de muitos rios e riachos cruzados por eles eram idênticos aos de Paranaguá e demais lugares que produziam ouro de aluvião, embora em pequena quantidade.
Com a descoberta de ouro, teria início umnovo ciclo na economia colonial, alterando-se também as relações entre Portugal e o Brasil, ou seja, o interesse da metrópole pelo Brasil e o desenvolvimento conseqüente de sua política de restrições econômicas e opressão administrativa tomaram considerável impulso. Após a descoberta da mineração as demais atividades entraram em decadência, e as zonas em que ocorrem se empobrecem e despovoam.
Adescoberta de ouro e diamantes no Brasil e a sua exploração em escala gigantesca tiveram várias e profundas repercussões no mundo português, principalmente com as correntes migratórias do extremo para o interior do Brasil. Assim, o ciclo econômico da mineração transformou socialmente e culturalmente a sociedade brasileira. Com o surgimento das cidades, apareceram os comerciantes, os artesãos, os...
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