Cerrados

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Domínios e províncias nos quadros de natureza brasileira, na visão de Ab’Sáber.

Nos estudos setoriais dos cerrados, dos mares de morro e da Amazônia, a preocupação de Ab’Sáber projetou-se sempre para as relações com os outros domínios do quadro brasileiro, cuja visão de síntese está bem expressa no focalizado artigo da Orientação. Um outro grande passo no aprimoramento da questão por Ab’Sáberfoi dado no estudo “Províncias Geológicas e Domínios Morfoclimáticos no Brasil”, ele ao tratar-se da relação entre domínios morfoclimáticos e províncias fitogeográficas Ab’Sáber constata que: Não há qualquer relação entre as áreas core e as províncias geológico-estruturais no país. Ao contrário, dentro dos cores existem terrenos de diferentes idades e de litologia muito variada, pertencentesindiferentemente a escudos ou a bacias sedimentares. Os maiores contrastes paisagísticos constados nos diferentes domínios sagísticos constados nos diferentes domínios residem em áreas de exposição de terrenos cristalinos, devido certamente à maior sensibilidade que as rochas ígneas e metamórficas possuem em face dos processos morfoclimáticos intertropicais. Nesse sentido, as maiores diferenças globaisde feições e estruturas superficiais de paisagens são aquelas que incidem sobre os mares de morros florestados, os chapadões recobertos por cerrados e as depressões interplanálticas e inter-montanhas revestidas de caatinga. O fato de nessas três áreas existirem terrenos cristalinos e cristalofianos dotados de assembléias de feições geomórficas totalmente diferentes, garante-nos a prova de que aevolução morfoclimática por elas sofrida foi também inteiramente diferenciada. Ele evita empregar o uso do termo região, de vez que isto implicaria necessariamente na ocupação humana e no resultado ativo da sociedade a ela associada, deixou bem claro a existência de áreas core e faixa de interfaces transicionais nos domínios morfoclimáticos e províncias fitogeográficas e nos estudos geomorfológico,exaltou a importância da estrutura das paisagens. Aziz Nacib Ab’Sáber é considerado como a melhor e mais completa forma de expressão brasileira de um Geógrafo.

Domínios morfoclimáticos e províncias fitogeográficas do Brasil

O fato de existir uma superposição muito expressiva entre os grandes domínios morfoclimáticos e as principais províncias fitogeográficas brasileiras nos levou a umasérie de estudos visando esclarecer as razões cientificas de tais coincidências geográficas. Jean Tricart (1958) procurou definir as zonas morfoclimáticas atuais do Brasil atlântico central, demonstrando que aqui como na África “é a vegetação que constitui a melhor expressão sintética dos dados climáticos”, suas palavras foram: a repartição das grandes zonas morfoclimáticas apresenta, no Brasiloriental, uma disposição bem mais complicada do que na África ocidental, sendo responsável por esse fato as influências combinadas da posição do país na face oriental do continente e de um relevo vigoroso próximo ao mar. Não se observa aqui aquela disposição esquemática em faixas, orientadas segundo a latitude, e que justifica mesmo o termo “zona”. Cada um dos grandes tipos morfoclimáticos ocupa umaárea de forma irregular, às vezes mesmo descontínua, de tal modo que não se deve tornar a expressão de “zona morfoclimática” no sentido estrito da etimologia.
Alfredo José Pôrto Domingues (1963) classificou as regiões morfoclimáticas brasileiras, nos seguintes terrenos: 1. Floresta higrófila; 2. Zona de transição (agreste, mata de cipó); 3. Caatinga; 4. Campos cerrados e savanas; 5. Campos do Sul.A nomenclatura desta classificação é exclusivamente fitogeográfica, fato que restringe em muito a sua aplicabilidade na distinção das verdadeiras províncias ou regiões morfoclimáticas brasileiras. Acreditamos existir no Brasil uas grandes regiões, além de uma ou mais sub-regiões, relacionadas do ponto de vista morfoclimático com diferentes áreas ou faixas de florestas higrófilas. Já Francis...
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