Centro de atendimento psicossocial infantil

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL – DECSO
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
DISCIPLINA: SERVIÇO SOCIAL E SAÚDE MENTAL
DOSCENTE: CRISTIANE TOMAZ
DISCENTES: ELAINE, KENIA, PENHA, PRISCILA, NAYARA

 

Trabalho apresentado à Universidade Federal de Ouro Preto, Departamento de Comunicação Social e Serviço Social, como partedas exigências da Disciplina Serviço Social e Saúde Mental.
CENTRO DE ATENDIMENTO PSICOSSOCIAL INFANTIL – Ouro Preto

OURO PRETO
2012

INTRODUÇÃO:

Inicialmente traçaremos a trajetória da Saúde Mental no Brasil, destacando seus desafios e conquistas, ressaltando a inserção dos Assistentes Sociais no Campo da Saúde Mental assim como seu trabalho nos CAPS, acentuando assim a trajetória daSaúde mental na cidade de Ouro Preto, e o trabalho profissional da Assistente Social Luciana Soares Mendes no CAPS Infantil da cidade.
Na Europa a loucura surge como problema social na emergência do Capitalismo. A estrutura do trabalho se transforma e exige que os trabalhadores se adaptem ao novo processo de trabalho, deixando assim de ser artesanal único e criativo passando a se tornar mecânico eindustrializado.
Os loucos que antes poderiam na sua maneira fazer parte da organização da esfera do trabalho passam a constituir um “sujeito incapaz”, pois não obedeciam ao ritmo de trabalho, e se juntam aos outros excluídos da sociedade.
Neste momento quando ocorre a substituição do “trabalho para viver” pelo “ viver para o trabalhar”, ocorrem as repressões contra a mendicância, a ociosidade,ou seja punição pela “vagabundagem” , onde o louco era encaixado.
No Brasil a loucura surge como problema social antes desse processo do Capitalismo, na sociedade ainda escravocrata. O trabalho na sociedade escravista era exercido pelos negros e os homens livres e mestiços não participavam das atividades de trabalho, pois achavam que era humilhante fazerem as mesmas coisas que os negros. Issofaz com que uma grande massa da população ficasse perambulando na mendicância, assim os loucos engrossavam essa população.
A partir de 1930 onde o governo foi chamado a intervir na área social através das políticas sociais que a loucura teve “visibilidade” e passou a ser alvo de alguma intervenção, isso de forma incipiente e sem nenhum aparato técnico.
Foram criados apenas Hospitais Manicômios,onde os doentes mentais eram retirados do convívio social e levados para que não atrapalhassem o movimento da sociedade. Décadas passaram e esse foi o único enfrentamento para a saúde mental, ocorrendo assim um esquecimento da sociedade para a questão, pois os loucos viviam de forma excluída e segregada.
Com o Golpe Militar ocorreu um momento em que o Estado intervinha financeiramente nosmanicômios possibilitando uma forma de “indústria da loucura”, onde era vantajoso para as instituições um número grande de internos para que se obtivesse certo lucro sobre os usuários. Entretanto as formas de cuidado com o louco eram contestadas, pois eles eram tratados como animais sem nenhuma possibilidade de cura ou reinserção na sociedade.
Durante a ditadura militar, o Estado faz uma reformana Saúde e na Previdência afetando também a Saúde Mental. Foram criados convênios entre IAPs e INAMPs, e assim o Estado passou a comprar o serviço de atendimento a saúde mental, abandonando os hospitais públicos. Com esse abandono dos hospitais, houve um aumento crescente das internações em hospitais particulares, consagrando a privatização quase total do serviço além do crescimento considerável naindústria farmacêutica para o tratamento da loucura. Em suma, houve uma mercantilização geral da saúde mental, uma verdadeira "indústria da Loucura" como foi denominado.
Ocorreram grandes críticas de humanistas e trabalhadores da saúde sobre os métodos de tratamento da saúde mental, métodos baseados apenas em tratamentos de choques, medicações pesadas, e condições insalubres de internação.
Em...
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