Celulas tronco na atualidade

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Transplante de células tronco consegue sucesso no tratamento do estágio final da doença hepática.
(02/28/2011)

O único tratamento atualmente viável para a fase final da doença hepática é o transplante do fígado, mas a cada dia é mais difícil se conseguir a quantidade de órgãos necessários para atender a demanda. 

Um estudo realizado no Egito por pesquisadores da Universidade da Califórniados Estados Unidos utilizou o transplante de células tronco dos próprios pacientes para avaliar o potencial terapêutico para pacientes com cirrose avançada em fase terminal. 

Participaram 48 pacientes em fase terminal, 36 deles com hepatite C e 12 em fase final com hepatite auto-imune. Os pacientes receberam um fator estimulante de colônias de granulócitos (G-CSF) e após uma serie deprocedimentos as células tronco CD34+ foram isoladas e ampliadas em células precursoras de hepatócitos, sendo em seguida injetadas em cada paciente através da artéria hepática ou da veia porta. 

Todos os pacientes apresentaram uma diminuição significativa na ascite e a maioria apresentou melhoras nos resultados dos exames bioquímicos e clínicos. Somente três pacientes sofreram graves complicaçõesrelacionadas ao tratamento, e apenas 20,8% dos 48 pacientes faleceram nos 12 meses seguintes ao tratamento. 

Os resultados são animadores, no entanto, o mecanismo pela qual a infusão de células tronco CD34+ melhora a função hepática permanece indefinida. 

Estes resultados sugerem que o transplante de células tronco CD34 + do próprio paciente poderá ser um procedimento seguro aparentando ofereceralgum benefício terapêutico para pacientes que por culpa da hepatite C ou da hepatite auto-imune se encontram em fase terminal. 

PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO MIRA PARAPLEGIA.
(26-04-2011)

Após quatro anos de testes em animais domésticos, uma terapia inédita para devolver sensibilidade a vítimas de trauma raquimedular - lesão que causa comprometimento da função da medula espinhal - começa aser testada em humanos na Bahia.

O tratamento, desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-BA), em parceria com os Hospitais São Rafael e Espanhol e a Universidade Federal da Bahia (Ufba), consiste na aplicação de células-tronco mesenquimais, retiradas da medula óssea da bacia dos próprios pacientes, diretamente na região onde ocorreu o trauma.

O procedimento foi testadoinicialmente em dois gatos, no início de 2007. Eles não tinham sensibilidade nem controle da musculatura do abdome à cauda. Em um mês, recuperaram a sensibilidade. Um deles voltou a ficar sobre as quatro patas 15 dias após o início do tratamento. No total, dez animais domésticos, entre cães e gatos, foram submetidos ao procedimento. Todos haviam perdido completamente os movimentos dos membrosinferiores após traumas. Monitorados por um ano, eles recuperaram a sensibilidade dos membros e o controle da bexiga. A maioria também voltou a se sustentar sobre as quatro patas e alguns ensaiaram passos.

O primeiro paciente humano foi um policial militar de 45 anos, que perdeu a sensibilidade dos membros inferiores há cinco anos, após cair do telhado. Ele recebeu uma cultura de células, cultivadapor um mês, no último dia 14. Agora, passa por duas sessões de fisioterapia, diariamente, e está sob monitoramento. Além dele, 19 voluntários serão submetidos ao teste, nesta fase, que deve seguir até o fim do ano.

Os pacientes são escolhidos com base em um perfil bastante específico, que inclui itens como trauma fechado (sem exposição da medula), ocorrido há mais de seis meses e que resultouem paraplegia completa.

"Neste momento, o foco principal do teste é a segurança do procedimento. Por isso, trabalhamos com culturas pequenas de células", diz a médica responsável pela triagem e acompanhamento dos pacientes do Hospital São Rafael, Ticiana Ferreira.

A coordenadora do Centro de Tecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael e pesquisadora da Fiocruz-BA, Milena Soares,...
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