Caso lanchas centauro

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA







Jorge Gallindo Gomes
e
Gelson Moulim






Caso Lanchas Centauro













Rio de Janeiro
2009
JORGE GALLINDO GOMES
E
GELSON MOULIM






CASO LANCHAS CENTAURO






Estudo de Caso apresentado à Universidade Estácio de Sá comorequisito final para a obtenção do grau de Especialista em Administração Estratégica.
ORIENTADOR: Prof. Audemir Leuzinger












Rio de Janeiro
2009
SUMÁRIO

Caso Lanchas Centauro 3
Questões do Caso Lanchas Centauro 7
Relatório Crítico 8
Métodos utilizados para análise 8
Visão analítica da empresa 8
Ações que deveriam ter sidoimplementadas 13
Referências 17
ANEXO I – Contrato de Compra e Venda de Moldes de Lanchas 18























Caso Lanchas Centauro

No ano de 1985, o Sr. Joseph Albertine Gustave, empreendedor do ramo da construção civil e aficionado pelo mundo náutico decidiu mudar de ramo e fundar uma empresa de laminação em fibra de vidro para fabricação de pequenas embarcações, mesmose tratando de um ramo de atividade ao qual não tinha familiaridade. Desta forma, se associou ao Sr. João Henrique de Almeida, seu genro, um jovem e entusiasta recém-formado administrador que ansiava por uma oportunidade para se projetar no mercado, uma vez que não se sentia valorizado na empresa onde trabalhava e tão pouco possuía capital para iniciar seu próprio negócio. O Sr. Gustave resolveuinvestir, então, US$ 800 mil (oitocentos mil dólares) para iniciar o empreendimento, enquanto o seu genro e sócio em nada podia contribuir financeiramente, cuidando apenas da legalização e instalações da empresa ao lado de seu sogro, que via tal negócio como uma chance de melhorar o padrão de vida e garantir o futuro de sua única filha, ao mesmo tempo em que realizaria seu sonho pessoal deingressar no ramo náutico como dono de um estaleiro. Ao assinarem o contrato social, acordaram que o Sr. Gustave seria detentor de 95% (noventa e cinco por cento) das quotas de participação da empresa, mencionando em contrato que o Sr. João Henrique precisaria integralizar capital social equivalente às quotas da empresa que lhe estavam sendo atribuídas. O Sr. Gustave se posicionou desde a constituição dasociedade como investidor, seguindo os mesmos moldes do seu antigo ofício, confiando a empresa ao genro. Enquanto isso, o Sr. João Henrique administrava a empresa e se empenhava para demonstrar o seu valor, a fim de justificar a oportunidade que lhe fora oferecida. Após um início de muito esforço e adaptação, a empresa se consolidou no mercado a partir de 1994, quando o governo brasileieo contevea inflação e estabilizou sua moeda com a criação da URV e sua posterior substituição pelo Real. Desta forma, o mercado náutico se aqueceu ao mesmo tempo em que a matéria prima para construção das lanchas se manteve estável, uma vez que tais insumos eram cotados em dólar. Em 1997, a Centauro já era uma empresa respeitada e fabricava não apenas lanchas de pequeno porte, mas lanchas de luxo para omercado interno e exportava cerca de 30% (trinta por cento) de sua produção para a Europa e África. Em 1999 o faturamento anual da Centauro alcançava a expressiva marca de R$ 240 milhões, lhe conferindo o status de terceiro maior estaleiro nacional em seu segmento de mercado. Ao final do mesmo ano, o Sr. Gustave foi surpreendido com a notícia da hospitalização de sua única filha em decorrência dasfrequentes agressões sofridas pelo seu marido, o Sr. João Henrique, culminando em uma difícil e sofrida separação litigiosa do casal. Apesar do próspero momento vivido pela empresa, não havia mais condições para uma convivência pacífica entre os sócios. O Sr. Gustave fez, então, falar mais alto o seu sangue italiano, dando um ultimato ao ex-genro e atual sócio. Após seis meses de desgastes e...
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