Caso june

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  • Publicado : 4 de setembro de 2012
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DESCRIÇÃO SUCINTA DO CASO

June, 23 anos, casada há três anos, representante de vendas de uma companhia aérea. Vestida elegantemente, aparentemente tranqüila, atraente e bem feita de corpo. Ao se iniciar a entrevista, tornou-se visível, traços de ansiedade através das mãos trêmulas, voz hesitante, face ruborizada e fumo excessivo, em contraste à fala controlada e comedida ao relatar omotivo de procurar a psicoterapia.
Relatou ter problemas com o marido em relação à vivência sexual do casal. A situação chegou a tal ponto que o simples toque dele, lhe causa calafrios e enrijecimento do corpo. Às vezes sente necessidade de gritar quando ele lhe toca. Quando tem relações sexuais com ele, não consegue ter nenhum tipo de prazer. Para ela seria bom que não mais tivessem relaçõessexuais. Ele, um corretor de fundos públicos de 27 anos, é descrito como tirânico e dominador. Diz ter explosões de raiva quando se sente frustrado por ela. Em certo momento temeu ser agredida por ele.
Dizia ter dificuldade para dormir e que só conseguia isso, evocando a fantasia que costumava ter quando tinha 13 anos, na qual se encontrava em um cais e um navio pirata surgia e atracava. Os piratas aagarravam e a amarravam em uma mesa, após isso, eles faziam todo o tipo de coisa com ela. Dizia que essa era a única forma de conseguir ter orgasmos e, que só assim, pegava no sono.
Dizia que o trabalho era outro foco de problema. Relatava chegar sempre atrasada, dizia que freqüentemente estava doente e alongava seu horário de almoço, indo a cinemas assistir a filmes “ordinários”, lendo romances“ordinários” ou assistindo TV. Tinha ciência de seus atos, mas não fazia nada para mudá-los (não conseguia mudá-los).
Dizia ser muita apegada ao pai quando pequena, encorajada pela mãe, brincava na cama com ele aos sábados e domingos de manhã até a época em que começou a menstruar. A partir de então ela se recusou a ficar na cama com ele. Depois desse episódio, o relacionamento dos dois foi marcadopor brigas e discussões. Retratou o pai como um homem inteligente que sofreu por nunca ter completado a sua educação formal.
Dominador, incapaz de manter uma conversação com alguém sem dar lições. Decepcionou-se ao descobrir, quando já adulta, que ele falava sobre nada. Era operário fabril.
Dizia que a mãe era uma mártir e que sempre a via (paciente) como um anjinho perfeito que não sabia fazernada de errado. Era simplesmente uma mãe, nada além. Teve que trabalhar como mulher de limpeza e que se ressentia disso. Dizia que ela tinha ressentimento contra o pai por ele ser um mecânico de fábrica.
Teve seu primeiro relacionamento sexual aos 18 anos com um homem de 38 anos que resultou em gravidez. Contou à mãe, que a ajudou no aborto sem o conhecimento do pai. Teve relações com outro homemmais velho, dizia que sentia prazer, mas que nunca teve orgasmo.
Dizia que se embriagava nas festas ou depois de brigar com o marido, dizia ficar tão embriagada que não se lembrava do que tinha acontecido. Além do fato de ter pensamentos suicidas após as brigas conjugais. Em algumas ocasiões, ela ameaçava suicidar-se abertamente.
Não tinha amigos íntimos, mas ela e o marido se relacionavam comoutros casais, e nestas ocasiões se sentia inferior e inadequada, sem nada a oferecer.


OBJETIVOS DO TRATAMENTO COM RELAÇÃO À QUEIXA TRAZIDA

O que vamos objetivar neste tratamento é que a paciente June venha a ter consciência dos processos cristalizados e inacabados, cujas lacunas ainda se encontram abertas gerando em sua vida processos angustiosos e evasivos e que agora, se tornaramcrônicos e os quais não consegue mais controlar.
Objetivamos também, restabelecer o seu equilíbrio e buscar com ela um novo enfoque à sua problemática e enfatizar novas potencialidades nela que podem ser ferramentas importantes no processo terapêutico e na resolução do processo queixoso, ou seja, do fechamento das Gestalts inacabadas.
Assim, temos que fazer com que a paciente experimente a...
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