Caso clinico

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  • Publicado : 27 de maio de 2012
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A paciente decidiu sozinha buscar ajuda, pois tinha dificuldades de relacionamento com o namorado, ambos apresentavam agressividade excessiva, a partir deste relacionamento a paciente apresentava baixa autoestima, dificuldade de impor as opiniões, e agressividade com relação ao namorado.
Os sintomas surgiram quando ela começou um relacionamento com o namorado. Que dura um ano e meio.
A pacienteinforma que a relação com o pai sempre foi conflituosa, ele sempre reagiu a ela com indiferença, nunca demonstrou afeto, e sempre a culpava por ter nascido, pois os pais casaram quando a mãe engravidou ambos ainda eram muito novos.
Inicialmente o pai aceitava o relacionamento da paciente com o namorado, porém ele passou a desrespeita-la e a demonstrar agressividade na frente dos pais dela, oque fez a relação entre ambos piorar pois eles passaram a não mais aprovar a relação deles, inclusive ameaçou tirar o nome dela da padaria que era herança dela e da irmã, caso ela não terminasse seu relacionamento, como ela se recusou ele realmente cumpriu o que havia dito e passou a ser somente da irmã, a relação com a mãe era ambivalente pois afirma que tinha dó da mãe pela maneira como o pai atratava e fazia tudo que ele queria mesmo que ela não concordasse.
Passou então a ter que namorar na rua, pois os pais do namorado também não aprovavam o relacionamento de ambos, e quando havia passeios em família que ela se recusava a ir pra ficar com o namorado, ao retornar pra casa tinha que ficar na rua caso eles não tivessem retornado ainda, pois não a deixavam com uma chave.
Ela trabalhava etinha relações fora do trabalho, saia com as amigas pra ir ao shoping, frequentava a igreja, e tinha contato com colegas da época da escola.
Quanto a escola ela diz que o pai a levava de caminhão as vezes, e que se sentia envergonhada por isso, não pelo fato do caminhão mas porque queria ir a escola sozinha como as outras pessoas da sua idade, isto deixava seu pai muito bravo pois achava que elaqueria ser melhor que os outros tentando escondê-lo.
O pai da paciente insiste em dizer que ela gasta com coisa supérfluas, porém a paciente afirma que sempre se bancou e que trabalha pra comprar as coisas que gosta, diz que compra muito porque é carente deste modo tenta esquecer que cresceu a vida inteira sendo chamada de inútil, imprestável e quer mostrar que ela não é assim.
Afirma que sabeque o namorado é louco que as vezes tem medo dele e que até já foi ameaçada por ele porém não quer ficar sem ele quer apenas aprender a se impor um pouco mais, diz que tem medo de ficar sozinha, afirma ter carência pela ausência do pai e por isso é muito apegada aos homens.
Não apresentou dados refrentes a transtornos psicológicos ou traumas vividos no curso de seu desenvolvimento.
A pacientefoi atendida no período de 22/07/2008 á 15/02/2009, a análise foi realizada em 28 sessões. O processo terapêutico utilizado foi a psicanálise, onde as conclusões do caso foram baseadas na teoria de Freud. Inicialmente podemos citar o complexo de Édipo, onde a criança, no caso a menina se considera aquilo que seu pai ama acima de tudo, porém ao longo do tempo recebe a punição e atirada para fora deseu paraíso ingênuo (Freud, 1924). Essa fase é essencial para o desenvolvimento da criança na primeira infância, uma vez que cronologicamente ela deve amar e sentir-se amada pelo pai, e posteriormente a decepção, caso essa primeira parte citado, do amor correspondido não ocorrer a criança sofrerá grandes frustrações e o Complexo de Édipo será um grande fracasso.
É utilizado também comoreferencial teórico o complexo de castração, onde a menina também passa pela fase fálica e o complexo de castração assim como ocorre no menino com algumas distinções, inicialmente o clitóris funciona como um pênis até que a menina veja um menino nu, e veja seu pênis de verdade, sendo assim a menina se sente castrada e consequentemente inferior ao sexo oposto. A menina acredita que um dia já teve pênis...
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