Caso clinico

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  • Publicado : 4 de maio de 2012
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1 – Introdução


A esquistossomose mansônica é uma doença parasitária, causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni, cujas formas adultas habitam os vasos mesentéricos do hospedeiro definitivo e as formas intermediárias se desenvolvem em caramujos gastrópodes aquáticos do gênero Biomphalaria.
Trata-se de uma doença, inicialmente assintomática, que pode evoluir para formas clínicasextremamente graves e levar o paciente ao óbito. A magnitude de sua prevalência, associada à severidade das formas clínicas e a sua evolução, conferem a esquistossomose uma grande relevância como problema de saúde pública.
O contato com águas contaminadas por cercarias é o fator predisponente para a infecção.
Ambientes de água doce de pouca correnteza ou parada, utilizados paraatividades profissionais ou de lazer, como banhos, pescas, lavagem de roupa e louça ou plantio de culturas irrigadas, com presença de caramujos infectados pelo S. mansoni, constituem os locais adequados para se adquirir a esquistossomose.
A esquistossomose mansoni é uma doença de ocorrência tropical, registrada em 54 países, principalmente na África e América. Na América do Sul, destacam-se aregião do Caribe, Venezuela e Brasil. Na África e Leste do Mediterrâneo, atinge as regiões do Delta do Nilo e países como Egito e Sudão.
No Brasil, a doença foi descrita em 18 estados e no Distrito Federal, sendo que sua ocorrência está diretamente ligada à presença dos moluscos transmissores. Os estados das regiões Nordeste, Sudeste e Centro-oeste são os mais afetados. Estima-se que cercade 25 milhões de pessoas vivem
em áreas sob o risco de contrair a doença.
Atualmente, a doença é detectada em todas as regiões do país. As áreas endêmicas e focais abrangem 19 unidades federadas, atingindo os estados: Alagoas, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte (faixa litorânea), Paraíba, Sergipe, Espírito Santo e Minas Gerais (com predominância no norte e nordeste do estado). No Pará,Maranhão, Piauí, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e no Distrito Federal, a transmissão é focal, não atingindo grandes áreas.



1.1 – Caso clínico


Anamnese


A.L.S., 32anos, masculino, lavrador, natural e residente em Itabuna (Bahia), casado. Relata que iniciou a duas semanas, quando foi acometido repentinamente de violentahematêmese , vomitando mais ou menos dois litros de sangue vermelho rutilante e certa porção de sangue escuro coagulado, seguido de tonteira e sudorese. Internado imediatamente tomou dois litros de sangue, Oxamniquine 1gr administrada por via oral em dose única após a refeição, e Albendazol 400mg administrada via oral em dose única. No dia seguinte ao internamento, surgiu-lhe melena (sangue nasfezes), que durou de 3 a 4 dias. Sete dias após recebeu alta hospitalar. Já em bom estado de saúde foi-lhe recomendado procurar recursos em São Paulo para submeter a tratamento cirúrgico. Relata contato permanente com águas naturais da região.
Exame físico:
Paciente em bom estado de nutrição, mucosas hipocoradas, PA 120/ 70 mmhg, pulso: 72 pulsações por minuto, freqüênciarespiratória: 18 rpm, freqüência cardíaca 96 bpm, com hepatoesplenomegalia e circulação colateral abdominal tipo porta. O fígado era palpável a 3 dedos (5,5 cm) do rebordo costal direito, de consistência aumentada, liso indolor. Baço tipo III de Boyde. Ausência de ascite, edemas, aranhas vasculares.(1)


1.2 - Patologia
O Schistisoma mansoni também conhecido como esquistossomíases, sãodoenças produzidas por helmintos trematódeos do gênero Shistosoma que tem como principais agentes etiológicos.
Os trematóides do gênero Schistosoma distinguem-se dos outros Digenea por apresentarem os sexos separados, acentuado dimorfismo sexual e por terem aos machos menos de 10 massas testiculares. Vivem no interior dos vasos sangüíneos.
S. mansoni determina uma infecção...
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