Caso clinico fasceite plantar

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Universidade Federal de São Carlos – UFSCar
Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina
Departamento de Ortopedia e Traumatologia

Centro de Traumato-Ortopedia do Esporte



RELATÓRIO DE ESTÁGIO


Lucas Merlin RA: 262390 Data: 03/10/08


Caso Clínico:


C.L.T. do sexo feminino, 43 anos, apresenta dor emcalcanhar de ambos os pés, essa dor teve início há dois anos atrás, começando no pé esquerdo e logo em seguida acometeu o pé direito. Consultou ao médico e diagnosticou esporão de calcâneo no pé direito. Iniciou o tratamento fisioterapêutico há 10 meses atrás. Durante o tratamento notou uma melhora sutil após três meses, quando esteve em repouso durante uma semana. Depois teve uma recaída tambémdevido a fatores pessoais, e em seguida percebeu uma melhora evidente em sintomas no último mês. Paciente é educadora física e esta acima do peso ideal. Durante o trabalho permanece muito tempo em pé o que acaba agravando as dores.
Ao exame físico apresenta marcha normal e sem dor, ligeira dor a palpação de fáscia plantar e apresenta pé cavo. Força muscular de flexores plantares,dorsiflexores, inversores e eversores grau V, com apenas ligeira diminuição de força em flexor curto do hálux esquerdo. Manobra de hiperextensão dos dedos sobre a fáscia não apresenta dor.


Levantamento Bibliográfico:

A fasceíte plantar é causada por repetidos microtraumas na fáscia plantar, em atividades como: correr, andar e ficar muito tempo em pé. Ocorre principalmente dos 40 aos 50anos e é mais freqüente no sexo feminino. Sintomas unilaterais são comuns, no entanto sintomas bilaterais podem ter uma origem sistêmica ou radiculopatia lombar. Geralmente pacientes vão reportar dor intensa no período da manha, durante os primeiros passos do dia que diminui com as atividades diárias.(1)
O esporão de calcâneo é gerado através de adaptações de estresse repetido no tecido moleperto ao tubérculo medial do calcâneo. No entanto sua presença geralmente não é patológica. Um estudo onde analisou 1000 imagens associou apenas 39% das pessoas com esporão experimentaram dor plantar.(2)
Muitas causas foram hipotetisadas na literatura, geralmente dividias em fatores intrínsecos e extrínsecos. Dentre os intrínsecos encontramos: limitação de amplitude de movimento daprimeira metatarsofalangea, limitação na dorsiflexão de tornozelo, discrepância em comprimento de membros inferiores, espessura reduzida do coxim do calcanhar, aumento da espessura da fáscia plantar, excessiva pronação de pé, redução em força do tríceps sural, idade avançada e aumento de índice de massa corpórea. Dentre os fatores extrínsecos encontramos: tempo prolongado em postura ortostática, calçadoinapropriado, lesão antecedente e superfície de caminhada, distância, velocidade e freqüência.(3)
Alguns estudos sugeriram que fadiga ou fraqueza das estruturas do arco dinâmico diminuem a capacidade deles para se adaptar as forças efetivas em relação ao chão e promover apoio adequado do arca longitudinal do pé, impondo tensão adicional, sobrecarregando estruturas passivas, especialmente afáscia plantar.(4)
O prognóstico da resolução da fasceíte plantar se encontra entre 6 a 18 meses, sendo que quanto antes iniciado o tratamento conservador, menor é esse tempo e maiores são as chances de sucesso. Dentre os tratamentos conservadores encontramos: alongamentos, uso de medicamentos antiinflamatórios, uso de talas noturnas e terapia de choque extracorporal.(5)
Programas dealongamentos podem corrigir alguns fatores de risco como rigidez do tendão calcâneo. Mas normalmente são usados alongamentos em frente à parede, que focam o gastrocnêmico e o sóleo (5). Exercícios para recuperação da força e controle muscular devem ser focados tanto nos flexores plantares e inversores, quanto nos músculos intrínsecos do pé. Tal controle também deve ser enfatizado em atividades...
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