Caso clinico antibioticos

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  • Publicado : 14 de março de 2012
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CASO CLINICO N° 1
Paciente de 35 anos, sexo masculino, interna com queixa de febre, dor para urinar há 2 semanas . Relata também urina de mau cheiro e dor abdominal difusa tipo cólica, sem fatores de melhora ou piora.
Relata antecedente de cálculos na via urinaria a 10 anos, sendo submetido à colocação de duplo J há três meses o qual foi retirado 10 dias antes da internação atual. Já tevevários episódios de cólica renal e quadros de infecção urinaria, que foram tratados com quinolonas. Nega outras doenças prévias associadas.
Com hipótese de infecção do trato urinário, foi internado para tratamento com antibiótico endovenoso com ceftriaxone 1 g EV 12 / 12 horas.
Durante a internação paciente evolui com febre persistente, dor abdominal e aparecimento de sopro cardíaco em foco aórtico.Ecocardiograma transtorácico confirma hipótese de endocardite infecciosa em válvula aórtica.
QUESTIONARIO:
1)
A) Qual o seu diagnóstico? Quais os mecanismos fisiopatogênicos para a ocorrência desta patologia.
R: Endocardite infecciosa secundária a pielonefrite complicada. Quando o duplo J foi colocado, ele provavelmente estaria contaminado. A bactéria por possuir fímbrias, teve uma melhoraderência às paredes do cateter e através desse mecanismo colonizaram a pelve renal, levando a uma bacteremia, onde a bactéria acabou por se alojar na válvula cardíaca através da via hematogênica.
B) Quais as complicações mais comumente esperadas nesta patologia? Descreva brevemente uma delas.
R: Pode ocorrer abscesso perirrenal ou sepse, caso não tratado adequadamente, além de disfunção valvar,ICC e destruição da válvula cardíaca.
O abscesso perirrenal é uma das complicações da pielonefrite, onde com o tratamento inadequado de antibióticos há uma piora do quadro clínico do paciente, tendo febre persistente, toxemia e dor abdominal. A bactéria presente no abscesso pode se disseminar no organismo através da via hematogênica.
2)
A) Quais os agentes infecciosos envolvidos neste caso?Classifique de acordo a freqüência, características no GRAM e faixa etária.
R: E.coli – 47,6% dos pacientes hospitalizados, bacilo Gram -, aeróbio/anaeróbio facultativos.
Pseudomonas aeruginosa – 12,6% dos pacientes hospitalizados, bacilo Gram -, aeróbio.
Enterobacter sp. – 5,8% dos pacientes hospitalizados, Gram -, anaeróbias facultativas.
K. pneumoniae – 9,8% dos pacientes hospitalizados,bastonete Gram -.
Em crianças de até 3 meses a prevalência é em meninos, a partir dessa idade, as meninas são mais acometidas. Na fase adulta até os 65 anos de idade ainda a prevalência das ITU são nas mulheres. Em idosos acima de 65 anos, apresentam prevalência de ITUs com menores diferenças (20% mulheres e 10% homens).
B) Descreva quais os agentes infecciosos mais comuns nas infecções urináriashospitalar.
R: E. coli – 47,6%
Pseudomonas aeruginosa – 12,6%
Klebsiella pneumoniae – 9,8%
Enterobacter spp – 5,8%
Proteus spp – 5,1%
Enterococcus spp – 5,1%
Acinetobacter SSP – 3,0%
Serratia spp – 2,7%
S. aureus – 1,9%
S. coagulase-negativo – 0,9%
Outros – 5,5%
3)
A) Descreva o mecanismo de ação das cefalosporinas sobre as bactérias GRAM positivas e GRAM negativas.
R: O mecanismo deação das cefalosporinas, assim como de outros antibióticos betalactâmicos, resulta em parte da sua habilidade de interferir com a síntese do peptideoglicano (responsável pela integridade da parede bacteriana). Para que isso ocorra, as cefalosporinas devem penetrar na bactéria através das porinas presente na membrana externa da parede celular bacteriana, não devem ser destruídos pelas betalactamasesproduzidas pelas bactérias e finalmente ligar-se e inibir as PBPs (proteínas ligadoras de penicilina) responsáveis pelo passo final da síntese da parede bacteriana.
B) Descreva os mecanismos de resistência das bactérias contra as cefalosporinas.
R: A resistência bacteriana às celalosporinas pode ser mediada por meio de três mecanismos: alteração das PBPs, produção de betalactamases que...
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