Cartas de amor de fernando pessoa

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Fernando Pessoa














1888: Nasce Fernando António Nogueira Pessoa, em Lisboa;
1893: Perde o pai;
1895: A mãe casa-se com o comandante João Rosa. Partem para Durban, África do
Sul;
1904: Recebe o Prémio Queen Memorial Victoria;
1905: Regressa sozinho a Lisboa;
1912: Estreia na Revista Águia;
1915: Funda, com alguns amigos, a revista Orpheu;
1918(/21):Publicação dos English Poems;
1920: Regressa com a mãe e os irmãos a Portugal e conhece Ophélia Queiroz com
quem inicia uma relação sentimental;
1925: Morre a mãe do poeta;
1929: Reencontra Ophélia;
1934: Publica Mensagem;
1935: Morre de complicações hepáticas em Lisboa;

Ophélia Queiroz
 Ophélia Queiroz nasceu em Lisboa no dia 14 de junho de 1900.
 Gostava de ler, de ir ao teatro ede conviver.
 Passava muitas horas em casa do sobrinho, o poeta Carlos Queiroz,

a conviver com grandes artistas como Carlos Botelho, Vitorino
Nemésio, Almada Negreiros, Olavo d'Eça Leal, Teixeira de Pascoaes,
José Régio e outros.
 Teve um relacionamento amoroso com Fernando Pessoa em 1920 e

entre 1929 e 1930.
 A partir de 1936, começou a trabalhar no Secretariado Nacional daInformação, onde conheceu Augusto Soares, com quem se casou
em 1938, três anos após a morte de Pessoa.

A relação de Fernando e Ophélia
 Após a morte de Sá Carneiro e do encerramento da revista Orpheu, Pessoa

entrou na fase de maior solidão da sua vida.
 De dia, trabalhava como escriturário e tradutor, e à noite fazia poesia.
 Conheceu Ophélia Queiroz, com 19 anos, quando esta eraigualmente

funcionária.
 Ophélia Queiroz foi, por momentos, uma fuga ao seu isolamento, bem

como a revelação de si próprio como um ser capaz de amar.
 A relação deles teve duas partes: de 1 de maio a 29 de novembro de 1920 e

de 11 de dezembro de 1929 a 11 de janeiro de 1930, embora o contacto
entre os dois se tenha mantido cordial, embora raro, até à morte do poeta.

A primeira parte
A primeira parte da relação foi marcada por uma paixão sincera

manifestada por uma linguagem terna.
 Porém, este namoro acaba marcado pela incerteza, descrédito e

desconfiança de Fernando Pessoa para com o amor sincero de Ophélia.
 A relação termina assim com uma carta bastante objetiva e em parte

cruel:

 «(…) O amor passou... O meu destino pertence a outra

Lei, cujaexistência a Ophelinha ignora, e está
subordinado cada vez mais à obediência a Mestres que
não permittem nem perdoam... (…)»

A segunda parte
 O reencontro foi motivado por uma fotografia do Poeta oferecida

a Carlos Queirós, onde Pessoa se encontrava a beber no Abel
Ferreira da Fonseca.
 A 2 de setembro de 1929 foi retomada a sua relação sentimental

com Ophélia.
 A 11 de setembroescreve-lhe a primeira da segunda série de

cartas de amor.
 Nesta segunda fase, nota-se uma enorme confusão de

sentimentos e perturbação psíquica.

«Fernando Pessoa em flagrante delitro»

Cartas de Amor
 Editadas em 1978, são cerca de cinquenta cartas.
 As cartas são fruto da correspondência amorosa entre

Fernando Pessoa e Ophélia Queiroz, entre 1920 e 1930, e
demonstram a faceta maisíntima e privada do poeta.
 Por não se conhecer qualquer outro relacionamento

amoroso de Pessoa para além de Ophélia, estas cartas
revestem-se assim de uma importância particular para
uma maior compreensão da complexidade e diversidade
do génio literário que foi Fernando Pessoa.

Exemplos de linguagem carinhosa:
 «Ophelinha pequena: (...) Adeus, Ophelinha. Durma,







coma, e não perca grammas».
«Bébezinho do Ninho-ninho»
«Oh!»
«Venho só que vê pâ dizê ó Bébézinho que gotei muito
da catinha della. Oh!»
«E também tive muita pena de não tá ó pé do Bébé pâ le
dá jinhos.»
«Oh! O Nininho é pequenininho!»
«Jinhos, jinhos e mais jinhos.»

Heterónimos nas Cartas de Amor
 Falar das cartas de amor de Fernando Pessoa é também falar

dos seus...
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