Carnaval

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DANILO VIEIRA ALENCAR
Curso Antropologia e Sociologia da Educação


CARNAVAL - Escolas de Samba


INTRODUÇÃO


A evolução carnavalesca é uma tradição antiga, que vive sofrendo alterações durante os séculos devido às influências culturais. De acordo com os estudos, o desenvolvimento desta pesquisa demonstra a importância cultural que o Carnaval exerce sobre o povo brasileiro.Entretanto, ao analisarmos este evento sobre uma perspectiva acadêmica fica notável as restrições que ocorrem quando nos referimos ao público infantil, obviamente, por uma considerável parte dos responsáveis conceituarem o evento como inadequado para esta faixa etária. Portanto, observo a necessidade de abordar o assunto dentro de uma óptica educacional, já que como foi expostoanteriormente, essa tradição é reflexo da sociedade e futuramente será a conseqüência da sociedade formada pelas crianças de hoje.
Por isso, é essencial nos questionarmos:
O Carnaval atual realmente é inadequado para o público infantil?
Considerando o aspecto educativo, como um educador deveria abordar este conteúdo na escola, especificamente no Ensino Fundamental?DESENVOLVIMENTO


1 - ORIGEM DO CARNAVAL


1. - Festa greco-romana

Ao contrário do que a maioria da população brasileira imaginava o Carnaval não é exatamente um evento típica do Brasil, já que a essa tradição existe desde a Antiguidade. Apesar de sua origem incerta, segundo Leonel Kaz suas primeiras manifestações tiveram início nos cultos agrários da Grécia, porvolta de 605 a 527 a.C.
Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja por suas realizações em canto e dança que aos olhoscristãos eram atos pecaminosos. A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que excluiu os “atos pecaminosos”. Esta modificação foi surpreendentemente espantosa no conceito popular, já que divergia das reais origens da festa, como o festejo pela alegria e pelas conquistas, sendo assim, durante o Concílio de Trento, o carnavalvoltou a ser uma festa popular.


2 – INCLUSÃO NO BRASIL

2.1 O caos do entrudo

No Brasil, desde o século 16, os portugueses tinham como tradição uma variedade de jogos e brincadeiras às vésperas dos 40 dias de penitências da quaresma vindos da tradição greco-romana, no qual era denominada como “entrudo”. Durante os três dias dedicados às diversões, chamadas de tríduo, as pessoasextravasavam seu lado infantil através das peças que pregavam uns nos outros. Além disso, nas praças apresentavam-se grupos teatrais populares, danças e espetáculos circenses, por outro lado, nas casas aconteciam às reuniões familiares em torno de fartas refeições, compostas por diversos doces. Todas essas atividades freqüentemente terminavam com guerras de doces, marcando alegria e os excessos quefariam sua fama.




2.2 O entrudo elitista

As residências senhorias se apresentavam como espaços exclusivos da elite e palco de um entrudo mais sofisticado, onde se divertiam lançando entre si delicadas bolas de cera recheada de água perfumada. Após uma boa refeição, começava o lançamento dos projéteis, que freqüentemente terminava em romance entre as mocinhas e os rapazes dasfamílias envolvidas, já que surgia uma grande afetividade entre os participantes e raramente ocorriam intrigas.


2.3 O entrudo popular

Dominadas pela população escrava e pelos desvalidos em geral, as ruas dos principais centros urbanos brasileiros eram os territórios livre para a versão mais agressiva do entrudo. As reuniões de escravos nos chafarizes em busca de água para...
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