Carboxiterapia

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SUMÁRIO

1.0 INTRODUÇÃO........................................................................................................2
2.0 DIÓXIDO DE CARBONO......................................................................................3
3.0 EFEITOS FISIOLÓGICOS....................................................................................3
4.0 APLICAÇÕESCLÍNICAS.....................................................................................6
5.0 EFEITOS ADVERSOS OU SECUNDÁRIOS.....................................................12
6.0 INDICAÇÕES.........................................................................................................13
7.0CONTRA-INDICAÇÕES......................................................................................13
8.0 CONCLUSÃO.........................................................................................................15
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................16

1.0 INTRODUÇÃO

Segundo alguns autores, a Carboxiterapia constitui-se de uma técnica onde se utiliza o gás carbônico medicinal (Dióxido de Carbono ou CO2)injetado no tecido subcutâneo, estimulando assim efeitos fisiológicos como melhora da circulação e oxigenação tecidual. O CO2 é um gás inodoro, incolor, e atóxico. É o produto endógeno natural do metabolismo das reações oxidativas celulares, produzido no organismo diariamente em grandes quantidades e eliminado pelos pulmões durante a respiração. A história do uso terapêutico do gás carbônico teveinício em 1932, na Estação Termal do Spy de Royat, na França, em pacientes que sofriam de arteriopatias periféricas. Seu uso era feito de forma transcutânea através de banhos secos ou submersão em água carbonada. O dióxido de carbono foi descoberto em 16487. Porém a partir da década de 30 surgiram os primeiros trabalhos sobre o tema, como o do cardiologista Jean Baptiste Romuef que teve suapublicação em 1953, após 20 anos de experiência utilizando em seus tratamentos injeções subcutâneas de CO2. Outro trabalho importante foi publicado em 1956, em que 2400 casos de arteriopatia crônica obstrutiva e gangrena foram tratados com CO2 injetável com bons resultados. Ainda atuando sobre patologias vasculares, em 2002, Toryama mostrou uma excelente melhora da circulação periférica em pacientes comisquemia crítica, com redução de 83% dos casos de amputação. O gás carbônico é o gás mais utilizado nas cirurgias de videolaparoscopia, para a insuflação da cavidade abdominal (pneumoperitôneo), histeroscopias e como contraste em arteriografias e ventriculopatias. Devido ao seu alto poder de difusão, este gás é rapidamente absorvido e eliminado, ficando apenas o efeito vasodilatador, o que reduz orisco de embolia gasosa fata. Com o desenvolvimento de um equipamento capaz de controlar o fluxo injetado por minuto, e o volume total injetado possibilitou a aplicação da carboxiterapia e seu reconhecimento terapêutico nos países da Europa, principalmente Itália e França, onde é reconhecida para uso em Saúde Pública.

2.0 DIÓXIDO DE CARBONO

Um dos principais produtos do metabolismocelular é o ácido carbônico (H2CO3) excretado através dos pulmões sob a forma de gás carbônico (CO2). A quantidade de gás carbônico transportada no sangue venoso até os pulmões é cerca de 200 ml/min no adulto em repouso, mas pode aumentar em 10 vezes durante o exercício físico. No interior do eritrócito, o CO2 passa por um processo de hidratação formando o ácido carbônico (H2CO3) com a ajuda de umaenzima catalisadora denominada anidrase carbônico. Em seguida a dissociação iônica do ácido carbônico é rápida e espontânea, sem a necessidade de enzima, formando íons de hidrogênio (H+) e o bicarbonato (HCO3). Quando a concentração desses íons eleva-se dentro do eritrócito, o bicarbonato e uma pequena quantidade de hidrogênio difundem-se para fora. O hidrogênio liberado liga-se a hemoglobina...
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